Os Estados Unidos concluíram a primeira venda de petróleo venezuelano desde que assumiram o controlo do setor energético da Venezuela. Esta transação, anunciada por um responsável norte-americano, foi avaliada em cerca de 500 milhões de dólares, o que equivale a aproximadamente 400 milhões de euros. Este carregamento de crude marca um passo significativo na comercialização de petróleo venezuelano sob a supervisão dos EUA, após a destituição do Presidente Nicolás Maduro.
A receita gerada por esta venda está a ser gerida em contas bancárias controladas pelos Estados Unidos, com uma conta principal localizada no Qatar. Este país foi escolhido por ser considerado um local neutro, facilitando as transferências financeiras com a aprovação norte-americana. O governo dos EUA indicou que outras vendas de petróleo venezuelano poderão ocorrer nas próximas semanas, no âmbito de um plano que visa movimentar cerca de dois mil milhões de dólares, ou 1,65 mil milhões de euros, em transações.
A porta-voz da Casa Branca sublinhou que este acordo energético, negociado pelo Presidente Donald Trump, trará benefícios tanto para os consumidores norte-americanos como para o povo venezuelano. Na semana passada, Trump anunciou que entre 30 e 50 milhões de barris de petróleo venezuelano de alta qualidade seriam entregues aos Estados Unidos, representando uma quantidade significativa da produção mensal do país.
Além disso, o Presidente norte-americano expressou a intenção de controlar as receitas provenientes dessas vendas. Trump também incentivou grandes companhias petrolíferas a participar num concurso para explorar as vastas reservas de hidrocarbonetos da Venezuela. Apesar das oportunidades de investimento, a ExxonMobil, uma das principais empresas do setor, afirmou que “era impossível investir” na Venezuela devido às circunstâncias atuais, refletindo as dificuldades que as empresas enfrentam no país.
Para proteger os ativos venezuelanos, incluindo as receitas do petróleo detidas nos Estados Unidos, a Casa Branca assinou uma ordem executiva de emergência. Esta medida visa resguardar esses ativos de possíveis confiscações por tribunais ou credores.
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Fonte: ECO





