A União Europeia (UE) confirmou que a Gronelândia está, em princípio, abrangida pela cláusula de defesa mútua do Tratado da UE. Esta informação foi divulgada na quinta-feira pela porta-voz da chefe da diplomacia europeia, Anitta Hipper, que sublinhou que, apesar de a Gronelândia fazer parte do território do Reino da Dinamarca, a questão da defesa não se coloca no momento.
O artigo 42.º, n.º 7, do Tratado da UE estabelece que, em caso de agressão armada a um Estado-membro, os outros países da União devem prestar ajuda e assistência. Assim, a Gronelândia, enquanto território autónomo dinamarquês, poderia contar com o apoio dos restantes Estados-membros, caso a situação o exigisse.
Durante uma visita a Limassol, Chipre, onde o Colégio de Comissários Europeus se reuniu para dar início à presidência cipriota do Conselho da UE, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, reafirmou o compromisso da UE em apoiar a Gronelândia. Von der Leyen destacou que a Gronelândia pode contar com a solidariedade política, económica e financeira da União Europeia, especialmente face às recentes ameaças do Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que manifestou interesse em tomar o controlo da ilha.
A segurança do Ártico foi identificada como uma questão crucial para os 27 Estados-membros da UE. Von der Leyen afirmou que, embora as discussões sobre a segurança do Ártico devam ser tratadas principalmente na NATO, a UE continuará a colaborar com todos os seus parceiros, incluindo os Estados Unidos, para garantir a estabilidade na região.
Além disso, a Comissão Europeia propôs um aumento significativo do apoio à Gronelândia no seu orçamento para o período de 2028 a 2034, um plano que foi delineado antes das ameaças de Trump. A presidente da Comissão sublinhou a boa reputação da UE na ilha e a excelente cooperação com as suas autoridades.
A Gronelândia, situada entre o Atlântico Norte e o Oceano Ártico, é um território rico em recursos naturais, como petróleo e terras raras, e conta com uma população de cerca de 50.000 habitantes. Embora tenha saído da Comunidade Europeia em 1985, a Dinamarca manteve a sua adesão à UE, o que permite à Gronelândia beneficiar de algumas políticas comunitárias.
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Fonte: ECO





