Moçambique planeia renegociar dívida após acordo com o FMI

O Governo de Moçambique está a preparar-se para renegociar a sua dívida com parceiros internacionais, após ter alcançado um acordo com o Fundo Monetário Internacional (FMI) para um novo programa de assistência financeira. A informação foi avançada pelo Presidente moçambicano, Daniel Chapo, durante uma entrevista à agência Bloomberg, realizada durante a sua visita aos Emirados Árabes Unidos.

Chapo destacou que o objetivo imediato é concluir o acordo com o FMI, para depois se focar na renegociação da dívida. “O que queremos neste momento é concluir o acordo com o FMI e depois avançar para o aspeto que está a mencionar, nomeadamente a renegociação da dívida com os parceiros internacionais”, afirmou o Presidente.

No entanto, Chapo esclareceu que, por agora, a renegociação da dívida relacionada com os 900 milhões de dólares (cerca de 773 milhões de euros) emitidos no contexto do escândalo das dívidas ocultas, que ocorreu em 2016, não está em cima da mesa. “Neste momento, não”, respondeu Chapo quando questionado sobre a possibilidade de alterar os termos da emissão de Eurobonds, o que poderia resultar numa descida do ‘rating’ de Moçambique.

O Presidente sublinhou que a prioridade é estabelecer confiança antes de avançar com a renegociação da dívida. “Vamos considerar tudo isto depois de fechar este pacote, a que chamo o pacote para estimular a situação macroeconómica do país”, acrescentou. O novo programa com o FMI deverá ser concluído em março, segundo as previsões de Chapo.

Entretanto, a situação da dívida pública moçambicana tem gerado preocupação nos mercados. O custo que os investidores exigem para transacionar a dívida no mercado secundário aumentou 51 pontos base, atingindo 14,4%, logo após a divulgação da entrevista. Este aumento coloca Moçambique entre os piores desempenhos nos mercados emergentes.

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O programa do FMI em Moçambique está previsto para terminar no início de 2025, uma vez que o Governo decidiu não prosseguir com as revisões programadas devido à violência que afetou o país no último trimestre de 2024, em protesto contra os resultados eleitorais. Esta situação comprometeu as metas económicas estabelecidas.

Em termos de crescimento económico, Moçambique registou uma expansão de apenas 1,1% no ano passado, mas as previsões do Banco Mundial indicam uma melhoria para 2,8% este ano. Contudo, este crescimento ainda ficará aquém da média da região, que deverá atingir 4,3% em 2026.

Leia também: A situação económica em Moçambique e os desafios futuros.

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Fonte: Sapo

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