A Vodafone lançou um alerta sobre a importância da conectividade segura na Europa, afirmando que, se este for tratado como um serviço básico e de baixo custo, os cidadãos e instituições democráticas estarão cada vez mais vulneráveis a riscos. O relatório intitulado “Conectividade Segura: O novo pilar estratégico da defesa europeia” destaca que a prioridade dada à conectividade é uma das defesas mais importantes contra ameaças modernas.
O documento, que foi divulgado recentemente, sublinha a necessidade de um investimento significativo em conectividade pan-europeia segura. Caso contrário, a Europa continuará a ser alvo de ameaças híbridas. O contexto geopolítico atual, marcado pela guerra na Ucrânia e tensões nas relações com os Estados Unidos, torna esta questão ainda mais urgente. Na próxima semana, Bruxelas apresentará o Digital Networks Act (DNA), que promete alterar o ambiente regulatório das telecomunicações.
Recentes eventos, como a acusação da Polónia a respeito de um ciberataque russo que provocou um apagão, evidenciam a fragilidade das infraestruturas críticas. A Alta Representante da União Europeia para os Negócios Estrangeiros, Kaja Kallas, já havia alertado que essas infraestruturas estão sob alto risco de sabotagem. O relatório da Vodafone menciona que 97% do tráfego global da internet é transportado por cabos submarinos, que são alvos atrativos para ataques, e que a Europa depende fortemente destes para a sua conectividade.
As telecomunicações são essenciais não apenas para a vida quotidiana, mas também para a segurança nacional. O relatório indica que, em 2025, os ataques cibernéticos globais aumentaram 21%, e as operações de sabotagem russa contra infraestruturas críticas europeias cresceram 246% entre 2023 e 2024. Apesar dos orçamentos para a defesa estarem a aumentar, a segurança das infraestruturas digitais ainda precisa de mais atenção.
A Vodafone argumenta que a segurança europeia está diretamente ligada às infraestruturas que sustentam as economias e sociedades. Para garantir uma conectividade segura, é crucial integrar esta questão nas estratégias nacionais de segurança. O relatório sugere que a conectividade deve ser reconhecida como um ativo estratégico, assim como a energia e os transportes.
Além disso, é necessário reforçar a coordenação entre governos e operadores de telecomunicações a nível pan-europeu. A fragmentação do setor pode ter consequências negativas a longo prazo, limitando a capacidade de resposta a ameaças emergentes. A Vodafone recomenda que os líderes europeus adotem uma abordagem colaborativa e invistam em resiliência, inovação e segurança.
Por fim, o relatório destaca a importância da literacia digital na luta contra a desinformação, especialmente em tempos de crise. A inclusão e a capacitação dos cidadãos são fundamentais para manter a confiança nas instituições democráticas.
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Fonte: ECO





