A earnings season já começou nos Estados Unidos, trazendo resultados mistos para o setor bancário. Esta fase coincide com um apelo do presidente Donald Trump para que as empresas de cartões de crédito limitem as taxas de juro a 10%, uma redução significativa face aos mais de 20% praticados nos últimos anos. Esta pressão tem impactado o desempenho das cotadas na banca.
O JPMorgan Chase, uma das maiores instituições financeiras do país, reportou uma descida de 7% nos lucros, totalizando 13,03 mil milhões de dólares (cerca de 11,22 mil milhões de euros) no último trimestre. Esta queda deve-se, em parte, a uma provisão de 2,2 mil milhões de dólares (1,89 mil milhões de euros) relacionada com a aquisição da carteira de empréstimos do AppleCard. O banco encerrou a sessão com uma desvalorização de 4,18%, refletindo a quebra nas comissões da banca de investimento.
Por outro lado, o Citigroup também anunciou uma queda nos lucros, com uma descida de 13% para 2,47 mil milhões de dólares (2,12 mil milhões de euros). Em contraste, outras instituições como o Morgan Stanley, o Bank of America, o Goldman Sachs e o Wells Fargo reportaram aumentos nos lucros, com variações entre 6,2% e 11,7%.
A BlackRock, a maior gestora de fundos do mundo, também fez parte desta earnings season, reportando uma queda de 33% nos lucros, que totalizaram 1,13 mil milhões de dólares (970 milhões de euros). Apesar da descida, este valor superou as expectativas do mercado.
Na Europa, a Richemont, proprietária da Cartier, anunciou vendas de 6,4 mil milhões de euros no terceiro trimestre fiscal, um crescimento de 11% a taxas de câmbio constantes. A região da Grande China registou um aumento de 2% nas vendas, marcando o segundo trimestre consecutivo de melhoria.
No setor do retalho, o Pepco Group reportou um aumento de 4,3% na receita trimestral, alcançando 1,4 mil milhões de euros, impulsionado pelo sólido crescimento da sua marca principal, apesar do desempenho mais fraco da cadeia Dealz.
Em Portugal, a Jerónimo Martins anunciou um aumento de 7,6% nas suas vendas consolidadas em 2025, totalizando quase 36 mil milhões de euros. O crescimento em termos comparáveis foi de 2,5%, refletindo a resiliência do grupo num contexto de consumo pressionado. A Biedronka, que representa mais de 70% da faturação, gerou 25,3 mil milhões de euros na Polónia, um aumento de 7,5% em relação ao ano anterior. Em Portugal, o Pingo Doce somou 5,3 mil milhões de euros, com um crescimento de 5,3%, enquanto o Recheio alcançou 1,4 mil milhões de euros.
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Earnings Season Earnings Season Earnings Season Nota: análise relacionada com Earnings Season.
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Fonte: Sapo





