Luísa Diogo, a primeira mulher a ocupar o cargo de primeira-ministra em Moçambique, faleceu esta sexta-feira, aos 68 anos, em Portugal, devido a uma doença. A notícia foi confirmada por fontes oficiais, que destacaram a sua dedicação ao serviço do país.
Armando Guebuza, antigo presidente de Moçambique, expressou as suas condolências à família de Luísa Diogo, sublinhando o respeito e reconhecimento que granjeou ao longo da sua carreira. “Foi uma vida ao serviço do país, com dedicação e competência”, afirmou Guebuza nas redes sociais.
Nascida em 1958 na província de Tete, Luísa Diogo foi nomeada primeira-ministra em 2004, durante o último governo de Joaquim Chissano, e manteve-se no cargo durante o primeiro mandato de Armando Guebuza. A sua saída do governo ocorreu em 2010, altura em que passou a ser deputada pela Frente de Libertação de Moçambique (Frelimo), partido que governa o país desde 1975.
Formada em Economia pela Universidade Eduardo Mondlane, Luísa Diogo também obteve um mestrado em Economia Financeira na Universidade de Londres. Entre 1994 e 2005, ocupou cargos de destaque como vice-ministra e ministra do Plano e Finanças. A sua experiência no setor financeiro incluiu a presidência do conselho de administração do Barclays Bank Moçambique, onde deixou uma marca significativa.
Além da sua carreira política e financeira, Luísa Diogo foi também escritora, tendo publicado a obra “A sopa de madrugada”. O Absa Bank Moçambique, onde foi presidente do conselho de administração, lamentou a sua morte, destacando o impacto que teve na cultura da instituição e no desenvolvimento económico e social do país.
Luísa Diogo foi uma referência na liderança em Moçambique, e o seu legado perdurará na memória coletiva do povo moçambicano. Leia também: O impacto de Luísa Diogo na economia de Moçambique.
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Fonte: Sapo





