A Petrobras, a gigante estatal brasileira, alcançou um marco significativo em 2025, produzindo uma média de 2,99 milhões de barris de petróleo e gás natural por dia. Este volume representa um crescimento de 11% em relação a 2024, superando em 2,8 pontos percentuais a meta estabelecida pela empresa para o período de 2025 a 2029, que era de 4%.
A produção no pré-sal, uma das áreas mais promissoras da empresa, foi responsável por 82% da produção total, com uma média de 2,45 milhões de barris diários. Este aumento deve-se, em grande parte, à entrada em operação de duas novas plataformas em 2025: a Alexandre de Gusmão, no campo de Mero, e a Almirante Tamandaré, no campo de Búzios. Esta última destacou-se como a plataforma de maior produção do Brasil, atingindo uma média de 240 mil barris por dia nos meses de novembro e dezembro.
Além disso, a Petrobras não apenas aumentou a capacidade de produção nas suas instalações existentes, mas também elevou a produção no campo de Búzios para uma média impressionante de um milhão de barris por dia, distribuídos por seis plataformas.
Recentemente, o Presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, anunciou um investimento significativo de 12 mil milhões de reais (cerca de 1,97 mil milhões de euros) para expandir a capacidade de processamento da maior refinaria do país. Este investimento é parte de uma estratégia mais ampla da Petrobras, que, sozinha ou em consórcio, é responsável por cerca de 90% da produção de petróleo e gás no Brasil.
Em outubro, o Brasil, um dos dez maiores produtores de petróleo do mundo, alcançou uma média recorde de 5,255 milhões de barris diários, conforme relatado pela Agência Nacional do Petróleo. A Petrobras também iniciou operações de perfuração numa nova zona marítima próxima da Amazónia, um projeto que tem gerado controvérsia devido às preocupações ambientais. Apesar das críticas, Lula defende que a exploração de petróleo e gás é essencial para financiar a transição energética do país.
Este projeto, localizado na Margem Equatorial, a cerca de 500 quilómetros da foz do Amazonas, é visto por muitos como um símbolo das contradições do governo Lula, que procura equilibrar a luta contra as alterações climáticas com a exploração de recursos naturais.
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Petrobras Nota: análise relacionada com Petrobras.
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Fonte: Sapo





