Shell e Petrobrás não encontram petróleo em São Tomé e Príncipe

As petrolíferas Shell e Petrobrás anunciaram que a recente perfuração em São Tomé e Príncipe não resultou na descoberta de petróleo comercializável. O anúncio foi feito na sexta-feira, após a análise dos resultados da perfuração realizada no ano passado no poço denominado Falcão, localizado no Bloco 10.

Andrew Hepburn, representante da Shell para a região, afirmou que o poço, que foi perfurado a uma profundidade de cerca de três mil metros, não revelou a presença de petróleo, gás ou hidrocarbonetos que possam ser comercializados. Apesar do resultado desapontante, Hepburn destacou que a perfuração foi realizada com sucesso operacional e sem incidentes, utilizando tecnologia avançada.

“Infelizmente, não encontramos a possibilidade de comercializar petróleo em São Tomé e Príncipe. No entanto, sabemos que existe um sistema petrolífero na região; apenas não encontramos o local certo”, explicou Hepburn, após uma reunião com o primeiro-ministro são-tomense, Américo Ramos.

O representante da Shell pediu paciência à população, sublinhando que a Zona Económica Exclusiva (ZEE) de São Tomé e Príncipe é uma área ainda pouco explorada, com apenas dois poços perfurados na sua história. Em comparação, muitos outros países possuem centenas de poços. Hepburn enfatizou que a exploração de petróleo é um processo de longo prazo e que, em muitos casos, países levaram décadas até encontrarem petróleo em quantidades significativas.

“A minha mensagem para a população de São Tomé e Príncipe é que tenham paciência. A exploração é um jogo que pode levar muitos anos. Nós, como empresas, somos especialistas em paciência e devemos continuar a nossa luta”, afirmou.

A Shell e a Petrobrás planeiam continuar os estudos em outros blocos, incluindo os blocos 10, 11 e 13, onde operam em parceria. Hepburn reiterou que a única maneira de encontrar petróleo é através da perfuração. Embora existam métodos como estudos de satélite e análises sísmicas, nada pode garantir a presença de petróleo sem a realização de um furo.

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Esta foi a segunda perfuração na ZEE de São Tomé e Príncipe. Em outubro de 2022, o consórcio Galp e Shell já havia confirmado a existência de um sistema petrolífero ativo no poço Jaca, no bloco seis, mas sem evidências de que o potencial fosse suficiente para a comercialização.

Leia também: O futuro da exploração petrolífera em São Tomé e Príncipe.

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Fonte: Sapo

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