Bruxelas prevê aumento de 39% nas exportações para o Mercosul

A Comissão Europeia anunciou hoje uma previsão otimista para as exportações da União Europeia para o Mercosul, estimando um aumento de 39% anualmente, o que corresponde a cerca de 49 mil milhões de euros. Este crescimento é impulsionado pelo recente acordo comercial assinado em Assunção, capital do Paraguai.

Segundo o comunicado da Comissão, este acordo não só representa uma oportunidade significativa para as empresas da UE, mas também poderá apoiar centenas de milhares de empregos na Europa. Além disso, a eliminação de várias taxas aduaneiras sobre produtos, incluindo os agroalimentares, permitirá poupanças anuais de aproximadamente 4 mil milhões de euros para as empresas europeias.

Apesar das preocupações manifestadas por alguns agricultores europeus, a Comissão Europeia assegurou que o acordo abrirá um acesso sem precedentes ao mercado do Mercosul para os produtores agroalimentares da UE. Espera-se que as exportações agroalimentares da União Europeia para o Mercosul aumentem em até 50%, com a Comissão a garantir que setores específicos terão as salvaguardas necessárias para proteger a sua produção.

António Costa, presidente do Conselho Europeu, comentou que as críticas de alguns setores agrícolas se baseiam em perceções erradas do acordo. Ele destacou que, mesmo nas áreas mais competitivas, como a carne de boi e o açúcar, as cotas estabelecidas são relativamente baixas, representando apenas entre 1,4% e 1,6% da produção europeia.

Em termos de compromissos ambientais, o acordo inclui cláusulas ambiciosas e juridicamente vinculativas relacionadas com a ação climática, alinhadas com os objetivos do Acordo de Paris. A assinatura do Acordo de Parceria (EMPA) e do Acordo Comercial Intercalar (iTA) marca o fim de 26 anos de negociações entre a União Europeia e o Mercosul, criando uma das maiores zonas de comércio livre do mundo, abrangendo 720 milhões de pessoas e um peso económico estimado em cerca de 22 biliões de dólares.

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Após a assinatura, a Comissão Europeia indicou que tanto o EMPA como o iTA seguirão para ratificação pelos Estados-Membros da UE. O iTA, em particular, exigirá o consentimento do Parlamento Europeu e a adoção de uma decisão do Conselho para a sua celebração.

Leia também: O impacto do acordo comercial no setor agroalimentar europeu.

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Fonte: Sapo

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