Novobanco transforma mercado de fusões e aquisições em Portugal

O mercado de fusões e aquisições em Portugal sofreu uma queda de 18,5% em 2024, totalizando 11,1 mil milhões de euros em capital aplicado. O número de operações também registou uma ligeira descida de 0,6%, com 654 negócios realizados. Este foi o segundo ano consecutivo de diminuição, contrariando as expectativas de recuperação que alguns agentes do mercado tinham.

No entanto, a situação mudou radicalmente com a venda do Novobanco ao grupo Banque Populaire – Caisse d’Épargne (BPCE), num negócio avaliado em 6,4 mil milhões de euros, que poderá aumentar com a venda da participação estatal. Este foi o maior negócio do ano passado e da última década, embora a sua concretização ocorra apenas este ano, após a obtenção das autorizações necessárias dos reguladores.

Com a operação do Novobanco, o valor total aplicado no mercado transacional subiu 28,15%, alcançando 17,56 mil milhões de euros, o valor mais elevado desde 2021. Embora o número de operações tenha diminuído ligeiramente para 655, o impacto do Novobanco foi significativo, especialmente no segmento de private equity, onde o valor envolvido mais do que duplicou, com um aumento de 123,2%, totalizando 8,56 mil milhões de euros em 107 operações. Vale a pena notar que apenas 30% do valor dos negócios foi revelado, refletindo uma tendência de saída de fundos internacionais de ativos maduros.

Além disso, a aquisição de ativos também registou um crescimento de 30,55%, atingindo 4,36 mil milhões de euros. O setor imobiliário manteve-se em destaque, com 72 operações, enquanto a energia renovável ganhou relevância, com 14 negócios, um aumento de 40% em relação a 2024.

Por outro lado, o segmento de venture capital viu uma queda de 17,56% nos montantes movimentados, totalizando 830 milhões de euros, o que está em linha com a normalização após o ciclo tecnológico. Embora o número de operações relacionadas com software para o setor da saúde e internet tenha crescido, as transações na indústria diminuíram.

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O impacto do Novobanco também se fez sentir no ranking de assessoria financeira. O Bank of America emergiu como líder na lista de assessores financeiros, uma posição que não ocupava em 2024. A Linklaters destacou-se como a principal assessora jurídica, tendo assessorado o próprio Novobanco na operação. A CS’Associados e a DLA Piper também ascenderam nas classificações, representando os lados comprador e vendedor, respetivamente.

Entre os participantes no negócio do Novobanco, a VdA destacou-se em segundo lugar no ranking por valores, com 6,94 mil milhões de euros. Na consultoria, a Deloitte liderou em valor, seguida pela EY, que inverteu as posições em termos de número de operações.

Em suma, 2025 poderá ser recordado como um ano de recuperação após a quebra de 2024, mantendo a tendência de altos e baixos que caracteriza o mercado desde o início da década. Os participantes do mercado manifestam um otimismo cauteloso para o novo ano, com várias operações em curso, embora a incerteza geopolítica e a evolução da política monetária tenham atrasado algumas transações. Sem um grande negócio como o do Novobanco em perspectiva, 2026 poderá ser um ano de ajustamento.

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Fonte: Sapo

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