Abstenção nas eleições presidenciais pode atingir 43%

As projeções para a abstenção nas eleições presidenciais deste domingo variam entre 35% e 43%. Este cenário contrasta com a taxa de abstenção de 60,76% registada nas eleições de 2021. A taxa oficial só será confirmada após a contagem dos votos, que ocorrerá após o fecho das urnas.

Durante o dia, foi evidente que a abstenção iria diminuir. Os dados da Secretaria-Geral do Ministério da Administração Interna mostraram que, até às 12h00, a afluência às urnas estava em 21,18%, comparativamente aos 17,07% de 24 de janeiro de 2021. Às 16h00, a afluência subiu para 45,51%, uma melhoria significativa em relação aos 35,44% das eleições anteriores, o que representa um aumento de 10,07 pontos percentuais.

Nas presidenciais de 2021, que resultaram na reeleição de Marcelo Rebelo de Sousa, a taxa de abstenção foi de 60,76%, um aumento em relação aos 51,3% de 2016. Marcelo conseguiu mobilizar mais eleitores, ao contrário da reeleição de Cavaco Silva, que registou uma abstenção de 53,5%, um aumento de 14 pontos percentuais face a 2006. Historicamente, as reeleições têm apresentado taxas de abstenção mais elevadas. Por exemplo, Jorge Sampaio viu a sua taxa de abstenção subir 16 pontos percentuais, de 33,6% em 1996 para 50% em 2001. Mário Soares também registou um aumento de 16,2 pontos percentuais, de 21,8% em 1986 para 38% em 1990. A única exceção a esta tendência foi a eleição de 1976, onde a taxa de abstenção foi de 24,6%, caindo para 15,8% nas presidenciais de 1980.

Mais de 11 milhões de eleitores estão convocados para escolher o novo Presidente da República, que sucederá a Marcelo Rebelo de Sousa, que atingiu o limite de mandatos. Este ano, há um número recorde de 11 candidatos aceites. Se um dos candidatos conseguir mais de metade dos votos válidos, será eleito já este domingo. Caso contrário, haverá uma segunda volta marcada para 8 de fevereiro, onde os dois candidatos mais votados irão competir.

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No boletim de voto, constavam 14 nomes, incluindo Joana Amaral Dias, José Cardoso e Ricardo Sousa, cujas candidaturas foram rejeitadas pelo Tribunal Constitucional devido a irregularidades processuais.

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Fonte: ECO

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