Universidades chinesas superam americanas em rankings globais

As universidades chinesas estão a ascender rapidamente nos rankings globais de ensino superior, desafiando a hegemonia histórica das instituições norte-americanas. Esta estratégia, impulsionada pelo líder Xi Jinping, reflete a visão de que o poder global da China está intimamente ligado ao seu domínio científico e académico.

Nos últimos anos, as universidades chinesas têm mostrado um crescimento notável nas classificações internacionais. Um exemplo claro é a Universidade de Zhejiang, que, segundo o CWTS Leiden Ranking, ultrapassou a Universidade de Harvard, a instituição com mais Prémios Nobel do mundo. Este ranking, um dos mais respeitados na avaliação da investigação universitária, foca-se na produção de publicações e citações, e revela um domínio crescente das universidades chinesas.

Atualmente, o top 25 deste ranking é dominado por instituições chinesas, com sete delas a figurarem entre as dez primeiras. Em contraste, no início do milénio, as universidades norte-americanas ocupavam a maioria das posições de destaque, com Harvard a liderar. A mudança é evidente e reflete uma nova realidade no cenário académico global.

Além do CWTS Leiden Ranking, o THE World University Rankings 2026 também destaca a ascensão das universidades chinesas, que alcançaram a sétima maior pontuação em qualidade de pesquisa entre 32 países com pelo menos 20 universidades classificadas. Phil Baty, do Times Higher Education, sublinha que o desafio não está na queda da produção científica das universidades norte-americanas, mas sim no aumento exponencial da produção das universidades chinesas.

Enquanto isso, a administração de Donald Trump tem implementado cortes significativos no financiamento público à investigação, além de restringir a entrada de estudantes e académicos estrangeiros. Este cenário tem sido aproveitado pela China, que recentemente começou a oferecer vistos para graduados das principais universidades de ciência e tecnologia do mundo, incentivando-os a estudar ou a fazer negócios no país.

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A crescente competitividade das universidades chinesas não só representa uma nova ordem no ensino superior, como também coloca em questão a liderança académica dos Estados Unidos. À medida que a China continua a investir em educação e investigação, o futuro do ensino superior global poderá ser moldado por esta nova dinâmica.

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Fonte: Sapo

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