A Fidelidade, através do seu Impact Center for Climate Change (ICCC), juntou-se à WWF (World Wide Fund for Nature) na elaboração de um novo relatório que analisa o insurance protection gap global. Este documento revela que as alterações climáticas e a degradação dos ecossistemas estão a tornar os riscos mais difíceis de segurar, aumentando a vulnerabilidade económica das comunidades.
O relatório destaca que as mudanças climáticas e a perda de biodiversidade estão a enfraquecer as bases do sistema de seguros. A exposição a fenómenos extremos, como tempestades, cheias e secas, está a aumentar, ao mesmo tempo que se deterioram as “barreiras naturais” que protegem as comunidades, como florestas e zonas húmidas. Desde 1980, apenas 20 a 25% das perdas causadas por catástrofes na Europa foram seguradas. No verão de 2025, os eventos climáticos extremos na União Europeia resultaram em prejuízos de 43 mil milhões de euros.
A degradação de ecossistemas, como as florestas, intensifica os riscos. Por exemplo, a desflorestação pode aumentar em até 700% a probabilidade de cheias severas. Além disso, o aumento dos prémios de seguros e a retirada de seguradoras de áreas de risco dificultam o acesso a crédito e hipotecas, colocando pressão adicional sobre o Estado, que acaba por atuar como “segurador de último recurso”.
O relatório enfatiza uma ideia central: “o que não é segurável não é financiável”. Esta afirmação sublinha as consequências em cadeia que a lacuna de proteção climática pode ter sobre o crédito, as hipotecas e o valor dos ativos, além de aumentar a pressão sobre os orçamentos públicos quando o Estado é obrigado a intervir.
Para combater o insurance protection gap, a WWF recomenda que as autoridades e decisores abordem a questão de forma holística. Isso inclui a redução das emissões, o restauro da natureza e a implementação de soluções baseadas na natureza para aumentar a resiliência. O relatório sugere que sejam feitas avaliações prospetivas de risco e resiliência, integrando soluções que facilitem a transferência de risco e promovam a adaptação e recuperação.
A Fidelidade, ao longo deste processo, contribuiu com conhecimento técnico especializado, com Tomé Pedroso, co-líder do ICCC, a integrar o painel de peritos. A participação da Fidelidade neste projeto reafirma o seu compromisso com a proteção da biodiversidade e a gestão proativa dos novos riscos climáticos.
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Fonte: Sapo





