FMI prevê crescimento global de 3,3% em 2026 impulsionado por EUA e China

O Fundo Monetário Internacional (FMI) anunciou uma revisão em alta das suas previsões de crescimento da economia mundial para 2026, agora estimando uma expansão de 3,3%. Esta atualização foi divulgada no relatório World Economic Outlook (WEO) e é impulsionada principalmente pelo desempenho das economias dos Estados Unidos e da China.

De acordo com o FMI, a previsão de crescimento global para 2027 mantém-se em 3,2%, enquanto a estimativa para 2025 permanece nos 3,3%. A revisão para 2026 representa um aumento de 0,2 pontos percentuais em relação às previsões anteriores, destacando a importância dos EUA e da China neste cenário. O FMI sublinha que, apesar do crescimento projetado, os níveis ainda estão abaixo da média histórica de 3,7% registada entre 2000 e 2019.

O crescimento da economia norte-americana é um dos principais motores desta revisão. O FMI prevê que os EUA cresçam 2,4% em 2026, um aumento de 0,3 pontos percentuais em relação ao que era esperado em outubro. Este crescimento é sustentado por políticas orçamentais favoráveis e uma redução nas taxas de juro, além de um abrandamento gradual das barreiras comerciais. Para 2027, a previsão é de um crescimento de 2%, uma ligeira desaceleração face a 2026.

A China também contribui significativamente para a melhoria das projeções globais, com o FMI a rever o crescimento esperado para 4,5% em 2026, em comparação com os 4,2% estimados anteriormente. Este aumento deve-se, em parte, à redução das tarifas alfandegárias dos EUA sobre produtos chineses, resultante de um acordo comercial e a implementação de medidas de estímulo económico.

Por outro lado, a situação na Zona Euro apresenta um panorama menos otimista. O FMI prevê um crescimento de apenas 1,3% para a área do euro em 2026, ligeiramente acima das estimativas anteriores. A Alemanha, por exemplo, deverá crescer 1,1% em 2026, enquanto a França e Espanha apresentam previsões de 1% e 2,3%, respetivamente. Apesar do crescimento, a região continua a enfrentar desafios significativos.

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Além disso, o FMI alerta para uma desaceleração no comércio mundial, que deverá passar de um crescimento de 4,1% em 2025 para 2,6% em 2026, antes de se recuperar em 2027. As dinâmicas do comércio refletem ajustes nas políticas e padrões de consumo.

No que diz respeito à inflação, as projeções indicam uma descida gradual, com a inflação global a passar de 4,1% em 2025 para 3,8% em 2026. A inflação na Zona Euro deverá estabilizar em torno de 2%, enquanto a inflação nos EUA deverá regressar ao objetivo de 2% em 2027.

Os dados apresentados pelo FMI revelam um crescimento global que, embora positivo, é desigual e enfrenta desafios. A recuperação económica dependerá de políticas orçamentais bem calibradas e de reformas estruturais, especialmente na Europa. Leia também: “FMI aconselha Portugal a reduzir isenções fiscais em 2026”.

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Fonte: ECO

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