A Inteligência Artificial (IA) deixou de ser um conceito futurista e tornou-se um elemento central na transformação das empresas. Nos últimos anos, muitas organizações passaram da fase de experimentação para a integração da IA nas suas operações diárias, o que resultou em novas eficiências. Contudo, esta rápida adoção trouxe consigo desafios significativos, como a fragmentação de dados, riscos de segurança e a necessidade de soberania em toda a infraestrutura tecnológica.
Em 2026, o foco das discussões não será mais sobre a importância da IA, mas sim sobre como escalar a sua implementação de forma responsável e estratégica. Um estudo do IBM Institute for Business Value, que entrevistou 1.000 executivos e 8.500 consumidores, destaca quatro prioridades que irão moldar as agendas empresariais:
1) A Resiliência da IA exige Soberania
Para criar valor com a IA, é fundamental ter uma infraestrutura robusta. A dependência excessiva de um único fornecedor ou região pode acarretar riscos, como interrupções e desafios de conformidade. Para 93% dos executivos, a soberania tecnológica — que implica ter controlo total sobre sistemas, dados e infraestrutura — é agora um pilar essencial na sua estratégia para 2026. A resiliência requer arquiteturas que permitam a movimentação fluida de workloads, dados e agentes de IA entre ambientes e fornecedores confiáveis.
2) A colaboração entre humanos e IA irá gerar impacto
Contrariando algumas perceções, os colaboradores estão a adotar a IA de forma ativa. O estudo revela que o número de profissionais dispostos a utilizar mais esta tecnologia é duas a três vezes superior ao de quem se opõe a ela. Para muitos, a IA representa uma oportunidade de eliminar tarefas repetitivas, permitindo um foco maior em trabalho estratégico e criativo. A verdadeira vantagem competitiva reside na colaboração entre humanos e máquinas, onde ferramentas que aceleram processos podem transformar radicalmente os negócios. As empresas que alavancarem o talento humano com tarefas que exijam criatividade e relações interpessoais terão um impacto significativo.
3) Transparência é a Nova Moeda da Confiança
A confiança tornou-se um fator determinante para o sucesso empresarial. Para 95% dos executivos, a confiança influenciará diretamente o desempenho dos produtos e serviços. Os clientes são sensíveis à forma como os dados são utilizados e, de acordo com o estudo, dois terços dos consumidores mudariam de marca se a utilização da IA não fosse clara. As empresas que garantirem uma comunicação transparente e um controlo rigoroso dos dados conseguirão converter essa confiança em lealdade.
4) Converter a Volatilidade em Oportunidade
A volatilidade, antes vista apenas como um risco, é agora considerada uma oportunidade de crescimento. Para 74% dos líderes, a disrupção será a origem de novas oportunidades em 2026. A IA permite decisões em tempo real, ajudando as empresas a adaptarem-se rapidamente às mudanças do mercado. A integração de sistemas de IA nas decisões empresariais, com uma governança clara, é essencial para mitigar vulnerabilidades, como ciberataques.
O que irá definir os líderes em 2026 será a capacidade de integrar a IA de forma resiliente, confiável e ágil em todos os processos. As organizações que combinarem soberania, colaboração, transparência e agilidade numa estratégia única estarão melhor posicionadas para gerar valor real e liderar a próxima fase da transformação empresarial.
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Fonte: ECO





