Luís Montenegro, líder do PSD e atual primeiro-ministro, confirmou que o partido não irá emitir qualquer indicação sobre o sentido de voto que os seus militantes e apoiantes devem seguir na segunda volta das eleições presidenciais, onde António José Seguro e André Ventura disputam a vitória. Esta decisão foi já antecipada por Luís Marques Mendes, que, em um discurso após a primeira volta, sinalizou a falta de apoio do PSD a um dos candidatos.
Montenegro afirmou que “nesta segunda volta não estará representado o nosso espaço político”, sublinhando que o PSD respeita a escolha democrática dos cidadãos. O líder do PSD rejeitou os apelos de apoio deixados tanto por André Ventura, que pretende “agregar a direita toda”, como pelo socialista José Luís Carneiro.
A primeira volta das eleições presidenciais revelou uma divisão de votos significativa, que impediu o candidato apoiado pelo PSD de alcançar um lugar de destaque. Montenegro explicou que “António José Seguro representa o espaço à esquerda do PSD e André Ventura representa o espaço político à direita do PSD”. Assim, o partido não se sentirá envolvido na campanha presidencial, aceitando a situação com “tranquilidade e tolerância democrática”.
“O PSD não estará envolvido na campanha presidencial por escolha democrática e livre dos portugueses. Aceitamo-lo com tranquilidade e tolerância democrática. Não ficamos satisfeitos, mas aceitamos a escolha”, afirmou Montenegro, reiterando a posição do partido.
Além disso, o líder do PSD destacou que o partido foi escolhido para governar o país e que continuará a cumprir essa função nos próximos anos, mantendo a sua influência nas regiões autónomas e nas câmaras municipais que conquistou nas últimas autárquicas. Esta postura reflete a determinação do PSD em focar na governação, mesmo em tempos de incerteza política.
Leia também: O impacto das eleições presidenciais na política portuguesa.
Leia também: Price dumping: a armadilha que prejudica a economia
Fonte: ECO





