Netanyahu rejeita presença de soldados turcos e qatarianos em Gaza

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, declarou esta segunda-feira que “não haverá lugar” para soldados da Turquia e do Qatar na Faixa de Gaza, quando se iniciar a segunda fase do plano norte-americano para o enclave palestiniano. Esta afirmação surge após a Casa Branca ter anunciado que os líderes desses países fariam parte do Conselho Consultivo relacionado com o processo em Gaza.

Durante uma sessão no parlamento, Netanyahu comprometeu-se a impedir a presença de tropas turcas e qatarianas na região, uma posição que já tinha sido rejeitada anteriormente. “Temos, ocasionalmente, conflitos com os nossos amigos dos Estados Unidos quando se trata de escolher o conselho consultivo que vai acompanhar o processo em Gaza”, afirmou, referindo-se à Turquia e ao Qatar, que têm estado envolvidos em mediações para um acordo de cessar-fogo entre Israel e o movimento Hamas.

O primeiro-ministro israelita também destacou que está disposto a confrontar os Estados Unidos em questões fundamentais, mas sublinhou que essas divergências não afetam a relação com o presidente norte-americano, Donald Trump, a quem considera o seu “melhor amigo na Casa Branca”. Netanyahu ainda mencionou que o Exército israelita mantém o controle sobre 52% do território palestiniano, ocupando uma “posição de força”.

A segunda fase do plano de paz proposto por Trump, segundo Netanyahu, é clara: o Hamas deve ser desarmado e Gaza desmilitarizada. “Estamos empenhados nestes objetivos, que serão alcançados”, garantiu. O cessar-fogo em vigor desde 10 de outubro entre Israel e Hamas é a primeira fase deste plano, que resultou de negociações mediadas por Egito, Qatar, Estados Unidos e Turquia.

Esta primeira fase do acordo incluiu a retirada parcial do Exército israelita para a “linha amarela”, a libertação de 20 reféns e de 1.968 prisioneiros palestinianos. O cessar-fogo foi estabelecido para pôr fim a dois anos de conflito em Gaza, que teve início com o ataque do Hamas a Israel em 7 de outubro de 2023, resultando na morte de cerca de 1.200 pessoas e 251 sequestros.

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A retaliação israelita, que começou horas após o ataque, causou mais de 71.400 mortes e mais de 171.000 feridos, a maioria civis, de acordo com dados atualizados pelas autoridades locais, considerados fidedignos pela ONU.

Leia também: as implicações económicas do conflito em Gaza.

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Fonte: ECO

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