O Portugal Fashion celebra este ano três décadas de existência, um marco que coincide com um forte impulso nas ações de internacionalização da moda portuguesa. Mónica Neto, diretora da iniciativa, partilhou com o ECO a evolução do projeto e a importância de levar a moda nacional a palcos internacionais.
Desde o seu início, o Portugal Fashion tem trabalhado para posicionar designers portugueses em semanas de moda de renome, como as de Milão, Paris e, mais recentemente, Copenhaga. “Quando começámos no mercado de Milão, muitos diziam que seria impossível, mas hoje estamos lado a lado com marcas internacionais”, afirma Mónica Neto.
Este ano, a presença em Milão foi acompanhada por desfiles de designers como David Catalán e Miguel Vieira, numa semana que culminou com a apresentação de Giorgio Armani. “O verdadeiro reconhecimento começa lá fora”, sublinha Neto, destacando que as ações de internacionalização devem ter um efeito de arrastamento para todo o ecossistema da moda em Portugal.
A diretora do Portugal Fashion explica que a participação em eventos internacionais é crucial para o crescimento das marcas. “Temos vindo a ganhar relevância em mercados diversos. O retorno internacional é uma alavanca para passos mais ambiciosos e para o alargamento de mercados”, diz. Em janeiro, o Portugal Fashion irá novamente apresentar-se em Paris, onde a marca portuguesa Ernest W. Baker fará o seu primeiro desfile oficial.
Copenhaga, por sua vez, foi escolhida como uma nova paragem para o Portugal Fashion devido à sua crescente notoriedade, especialmente no que toca à sustentabilidade. “A semana da moda de Copenhaga é um case study de visibilidade e representa uma nova geração de criativos que se preocupa com a preservação identitária”, explica Mónica Neto.
A diretora acredita que a sustentabilidade deve ser entendida de forma ampla, incluindo a valorização do saber-fazer português. “Portugal tem uma tradição artesanal que pode ser uma mensagem diferenciada no mercado global”, afirma. Para a apresentação em Copenhaga, a curadoria ficou a cargo de Marques’Almeida, um duo de designers que promete trazer uma nova abordagem ao ecossistema criativo português.
O projeto de internacionalização do Portugal Fashion é apoiado pelo Compete 2030, refletindo uma visão estratégica que reconhece a necessidade de expandir a presença da moda portuguesa no mundo. “O nosso mercado é pequeno, mas temos uma visão global. O que fazemos em Portugal tem sempre essa perspectiva”, conclui Mónica Neto.
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Fonte: ECO





