A Gronelândia está a preparar-se para a chegada de aeronaves do Comando de Defesa Aeroespacial da América do Norte (NORAD), que vão participar em atividades previamente planeadas. Esta informação foi divulgada pelo NORAD, que é uma força conjunta dos Estados Unidos e do Canadá, e que desempenha um papel crucial na deteção de intrusões aéreas.
As operações na Gronelândia ocorrem num contexto delicado, uma vez que o ex-presidente Donald Trump tem manifestado a sua intenção de que os Estados Unidos assumam o controle do território, que é um território autónomo da Dinamarca. Trump considera que a presença norte-americana na Gronelândia é essencial, e qualquer outra situação seria inaceitável.
O NORAD garantiu que as atividades em curso foram coordenadas com as autoridades dinamarquesas e que as autoridades da Gronelândia também foram informadas. O comando sublinhou que realiza regularmente operações na defesa da América do Norte, abrangendo o Alasca, o Canadá e os Estados Unidos continentais. No entanto, não foram divulgados detalhes sobre o número de aeronaves envolvidas ou a natureza das missões.
Durante o Fórum Económico Mundial em Davos, a presidente da Comissão Europeia, Ursula Von der Leyen, abordou a questão da Gronelândia numa reunião com uma delegação do Congresso dos EUA. Von der Leyen enfatizou a importância de respeitar a soberania da Gronelândia e da Dinamarca, especialmente face às ameaças de anexação por parte de Trump. A política alemã sublinhou que o respeito pela soberania é fundamental para as relações transatlânticas.
A líder da Comissão Europeia também destacou a disposição da União Europeia para colaborar com os Estados Unidos, a NATO e outros aliados, incluindo a Dinamarca, para promover interesses comuns de segurança. Além disso, as delegações discutiram temas relacionados ao comércio e investimento entre a UE e os EUA, com Von der Leyen a considerar que as tarifas podem prejudicar esses interesses.
A Gronelândia, que tem uma população de cerca de 57.000 habitantes, possui recursos minerais significativos, muitos dos quais ainda não foram explorados. A sua localização estratégica torna-a um ponto de interesse para várias potências, incluindo os EUA. Trump, por sua vez, ameaçou impor tarifas sobre importações de países europeus que apoiem a Dinamarca em relação à Gronelândia, o que já teve repercussões nas bolsas europeias.
O primeiro-ministro da Gronelândia, Jens-Frederik Nielsen, reafirmou que o território mantém a sua posição em relação ao direito à autodeterminação e à soberania, independentemente das pressões externas. A situação continua a ser monitorizada, dado o potencial impacto nas relações internacionais e na segurança regional.
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Fonte: ECO





