Pedro Ferraz Reis, um destacado banqueiro português, foi assassinado esta segunda-feira em Maputo, Moçambique. O administrador financeiro do Banco Comercial e de Investimentos (BCI), instituição detida pela Caixa Geral de Depósitos e pelo BPI, foi atacado com uma faca num hotel da capital moçambicana. As autoridades locais estão a investigar o caso como um “homicídio voluntário”, mas ainda não há suspeitos identificados.
A carreira de Pedro Ferraz Reis esteve intimamente ligada ao BPI, onde começou a sua trajetória profissional. Entre 1995 e 1996, ocupou o cargo de assessor do CEO no Banco de Fomento e Exterior, que mais tarde foi adquirido pelo BPI. No BPI, Ferraz Reis destacou-se como analista e sub-diretor do Departamento de Corporate Finance, onde foi responsável por operações de fusões e aquisições, bem como por financiamentos estruturados e de projetos até 2004. Nesse ano, fez a transição para a área de marketing, onde se tornou diretor-geral adjunto, cargo que ocupou durante nove anos antes de se mudar para Moçambique em 2013.
Além da sua carreira no setor bancário, Pedro Ferraz Reis também teve uma carreira académica. Entre 1999 e 2007, foi professor assistente na Universidade Católica Portuguesa, contribuindo para a formação de várias gerações de estudantes. Entre 2010 e 2015, foi presidente da comissão executiva da Alumni Association da mesma universidade e membro do conselho consultivo da Faculdade de Economia e Negócios da Universidade Católica Portuguesa no Porto.
Ferraz Reis era licenciado em administração de empresas pela Universidade Católica Portuguesa, onde também obteve um mestrado em Finanças. A sua morte representa uma grande perda para o setor bancário em Moçambique e para todos aqueles que o conheceram e trabalharam com ele.
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Pedro Ferraz Reis Pedro Ferraz Reis Nota: análise relacionada com Pedro Ferraz Reis.
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Fonte: ECO





