O mercado de M&A (fusões e aquisições) em Portugal tem demonstrado uma evolução significativa nos últimos anos, marcada por uma crescente sofisticação e complexidade. Luís Miguel Cortes Martins, senior partner da Cuatrecasas em Portugal, destaca que esta evolução é impulsionada pela internacionalização das empresas nacionais, que traz consigo a necessidade de acomodar diferentes visões e experiências.
As sociedades de advogados portuguesas, especialmente as de maior dimensão e experiência, têm sabido responder a estas exigências. Cortes Martins tem uma vasta experiência em transações nacionais e internacionais, abrangendo setores como energia, telecomunicações, saúde e imobiliário. No entanto, ele alerta para os desafios comuns que estas áreas enfrentam, como a burocracia excessiva e a complexidade regulatória, que muitas vezes desincentivam o investimento, especialmente o estrangeiro.
A arbitragem, enquanto método de resolução de litígios, também tem ganhado destaque no panorama jurídico português. Cortes Martins observa que a arbitragem tem evoluído positivamente, com um aumento da sua sofisticação e profissionalização. Este método é frequentemente escolhido para litígios complexos, dado o seu potencial para oferecer decisões mais rápidas e de qualidade superior em comparação com o contencioso judicial tradicional.
A integração da SLCM na Cuatrecasas, em 2023, trouxe novas oportunidades e desafios. Cortes Martins refere que a experiência tem sido positiva, com uma integração bem-sucedida a nível humano e profissional. A Cuatrecasas destaca-se pela sua inovação e investimento em tecnologia, incluindo inteligência artificial, o que a coloca na vanguarda do setor jurídico.
O futuro da advocacia em Portugal promete ser moldado por várias tendências, incluindo o impacto da inteligência artificial e as crescentes exigências dos clientes. Cortes Martins sublinha que os clientes estão cada vez mais informados e exigentes, o que exige dos advogados uma especialização e adaptação constantes às novas realidades do mercado.
A complexidade regulatória, tanto a nível nacional como europeu, tem afetado a estruturação de transações estratégicas, criando um ambiente de morosidade que pode prejudicar as empresas. Apesar de algumas empresas portuguesas terem alcançado um nível elevado de governança, ainda existem desafios a serem superados.
Em suma, o mercado de M&A em Portugal está a evoluir para um cenário mais sofisticado e exigente, refletindo a dinâmica das empresas e a necessidade de adaptação às novas realidades. A capacidade de inovação e a especialização serão cruciais para os advogados que desejam prosperar neste ambiente em constante mudança.
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Fonte: ECO





