Portugal manifestou o seu apoio a uma resposta da União Europeia (UE) às tarifas anunciadas pelo Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que afetam países que se opõem ao controlo norte-americano sobre a Gronelândia. Esta posição foi expressa pelo ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel, durante uma audição na comissão parlamentar de Negócios Estrangeiros e Comunidades Portuguesas.
Rangel afirmou que “somos favoráveis a uma reação da União Europeia”, antecipando que a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, deverá fazer um anúncio sobre este assunto ao longo do dia. O ministro sublinhou que a imposição de tarifas de Trump coloca em risco o acordo prévio entre os Estados Unidos e a UE, o que é motivo de preocupação.
A situação em torno da Gronelândia, um território autónomo da Dinamarca, tem gerado tensões, especialmente após as ameaças de Trump de impor tarifas de 10% em fevereiro e de 25% em junho sobre mercadorias provenientes de oito países europeus. Entre estes, encontram-se seis Estados-membros da UE, como a Dinamarca, Suécia, França, Alemanha, Países Baixos e Finlândia, além da Noruega e do Reino Unido.
Rangel destacou que está a acompanhar a situação “rigorosamente ao minuto”, em colaboração com parceiros da UE, da NATO e outros aliados. A resposta a estas tarifas de Trump é vista como crucial para a manutenção das relações comerciais e diplomáticas entre a Europa e os Estados Unidos.
A posição de Portugal reflete uma preocupação mais ampla sobre a política comercial de Trump e as suas implicações para a economia europeia. As tarifas de Trump não só afetam as relações comerciais, mas também podem ter repercussões significativas para as empresas e consumidores europeus.
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tarifas de Trump Nota: análise relacionada com tarifas de Trump.
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Fonte: Sapo





