A China manifestou hoje a sua preocupação em relação ao que considera ser um exagero da União Europeia no conceito de segurança nas telecomunicações. Esta declaração surge após a Comissão Europeia ter apresentado um novo pacote de medidas de cibersegurança que poderá limitar a participação de empresas chinesas em infraestruturas estratégicas na Europa.
Guo Jiakun, porta-voz do ministério dos Negócios Estrangeiros da China, afirmou numa conferência de imprensa que as empresas chinesas têm operado na Europa em conformidade com as leis e regulamentos locais, sem comprometer a segurança dos países europeus. Segundo Guo, estas empresas têm contribuído de forma significativa para o desenvolvimento das telecomunicações e da economia digital no continente.
O porta-voz criticou a imposição de restrições a empresas com base em critérios que considera não técnicos e sem evidências concretas. Para Guo, esta abordagem viola os princípios de mercado e de concorrência leal, caracterizando-se como um exemplo de politização da cooperação e um claro sinal de protecionismo. Ele alertou que intervenções arbitrárias no mercado não aumentam a segurança, mas sim geram custos elevados para todos os envolvidos.
De acordo com Pequim, a remoção forçada de equipamentos de empresas chinesas em alguns países já resultou em perdas económicas significativas e prejudicou o desenvolvimento das redes digitais locais. A China advertiu que a estratégia da UE poderá não apenas atrasar o progresso tecnológico e económico da própria União, mas também afetar a imagem do mercado europeu como um espaço aberto ao investimento.
Pequim instou a União Europeia a evitar aprofundar o caminho do protecionismo, avisando que, caso a situação persista, a China tomará as medidas necessárias para proteger os direitos e interesses legítimos das suas empresas. As declarações chinesas surgem na sequência da apresentação, na terça-feira, de uma nova lei de cibersegurança pela Comissão Europeia, que estabelece um quadro comum para avaliar riscos em infraestruturas críticas da UE, sem mencionar explicitamente países ou empresas.
Esta normativa reforça o controlo sobre setores estratégicos, como redes 5G e 6G, computação em nuvem e semicondutores, e abre a possibilidade de restrições ou exclusões de fornecedores considerados de “alto risco”. Embora o texto não mencione nomes, a Comissão Europeia tem expressado, desde 2019, reservas sobre a participação de empresas chinesas, como a Huawei e a ZTE, no desenvolvimento das redes de telecomunicações no bloco.
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Fonte: ECO





