A Arábia Saudita, juntamente com outros sete países de maioria muçulmana, incluindo o Qatar e a Turquia, aceitou o convite do Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para integrar o novo Conselho da Paz. Este anúncio foi feito na quarta-feira, após uma reunião dos ministros dos Negócios Estrangeiros dos países envolvidos, que elogiaram os esforços do líder norte-americano na promoção da paz.
O Conselho da Paz foi criado com o objetivo de atuar na resolução de conflitos armados em todo o mundo. Trump presidirá a cerimónia de lançamento do organismo, que ocorrerá na quinta-feira em Davos, durante o Fórum Económico Mundial. A Casa Branca inicialmente apresentou o Conselho da Paz como uma iniciativa para acabar com a guerra na Faixa de Gaza e supervisionar a reconstrução do território palestiniano.
De acordo com a minuta do documento fundador do Conselho da Paz, o seu mandato será mais abrangente, funcionando como uma plataforma global de mediação e resolução de conflitos, uma alternativa ao modelo das Nações Unidas. Israel também confirmou a sua adesão ao novo organismo, embora o Primeiro-Ministro Benjamin Netanyahu tenha expressado reservas quanto à participação de certos diplomatas turcos e qatarianos no Comité Executivo para Gaza.
O Presidente egípcio, Abdel Fattah al-Sisi, e o líder dos Emirados Árabes Unidos, Sheikh Mohammed bin Zayed Al Nahyan, já tinham anunciado anteriormente a sua intenção de participar no Conselho da Paz. Por outro lado, o Governo português está a avaliar o convite recebido para integrar esta iniciativa, com o ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel, a manifestar algumas reservas sobre a configuração do organismo.
Durante uma audição na comissão parlamentar de Negócios Estrangeiros, Rangel confirmou que Portugal recebeu o convite no dia 16 de janeiro. A Santa Sé também foi convidada a participar, e o Papa Leão XIV está a considerar a proposta, segundo informações do secretário de Estado do Vaticano.
Atualmente, os países que aceitaram participar no Conselho da Paz incluem: Argentina, Arménia, Azerbaijão, Bahrein, Bielorrússia, Egito, Hungria, Indonésia, Jordânia, Cazaquistão, Kosovo, Marrocos, Paquistão, Qatar, Arábia Saudita, Turquia, Emirados Árabes Unidos, Uzbequistão e Vietname. Por outro lado, países como França, Noruega, Eslovénia, Suécia e Alemanha decidiram não participar, pelo menos por enquanto. Outros, como Reino Unido, China, Croácia, Itália e a União Europeia, ainda não se comprometeram.
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Fonte: ECO





