Durante um debate na Assembleia da República, Paulo Núncio, líder parlamentar do CDS-PP, rejeitou a qualificação de André Ventura, presidente do Chega, como “candidato antidemocrata” nas eleições presidenciais. Núncio fez estas declarações em resposta a críticas do Partido Socialista (PS) sobre o desempenho de Ventura, que ficou em segundo lugar nas eleições, à frente de Marques Mendes, apoiado pelo PSD e CDS-PP.
Núncio sublinhou que qualquer candidato que receba votos populares tem legitimidade democrática, independentemente da sua orientação política. “Senhores deputados, qualquer candidato que ganhe eleições tem legitimidade democrática, quer seja de esquerda, quer seja de direita”, afirmou, defendendo que a democracia é um direito dos portugueses.
O líder do CDS-PP também contestou a ideia de que o Chega tenha obtido uma vitória nas eleições, afirmando que o partido ficará atrás da Aliança Democrática (AD) em futuras eleições legislativas. “Bastará que o símbolo da AD volte novamente aos boletins de voto para o Chega regressar ao seu devido lugar na direita portuguesa”, disse.
Núncio criticou ainda o PS, que, segundo ele, tenta apresentar uma vitória nas eleições presidenciais que não aconteceu. “O PS não esteve no boletim de voto e não ganhou rigorosamente nada. Tudo o resto é pura hipocrisia e puro oportunismo político do PS”, sustentou. O líder do CDS-PP apelidou António José Seguro, o candidato mais votado, de “candidato socialista” e lembrou que ele foi “humilhado durante anos pelo PS”.
Por fim, Núncio questionou a legitimidade dos votos dos portugueses que se abstiveram ou que escolheram outro candidato, sem mencionar diretamente André Ventura. “Desde quando é que os portugueses que se abstiverem ou votarem no outro candidato são menos democratas que os demais?”, indagou, reforçando a ideia de que a democracia pertence a todos os cidadãos.
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André Ventura André Ventura André Ventura Nota: análise relacionada com André Ventura.
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Fonte: Sapo





