Transtejo planeia novas rotas fluviais para Algés e Parque das Nações

A Transtejo/Soflusa (TTSL) está a preparar a expansão das suas rotas fluviais, com planos para estabelecer ligações a Algés e ao Parque das Nações. Este projeto surge após a conclusão de um estudo que visa reativar uma ligação que existiu há cerca de 30 anos, durante a Expo 98, e que conectava várias cidades na margem sul do Tejo.

Na recente viagem inaugural do novo navio elétrico “Peneireiro Cinzento”, o presidente da TTSL, Rui Rei, destacou a intenção da empresa de diversificar a sua operação, incluindo a exploração turística com os tradicionais cacilheiros. Esta estratégia não só visa rentabilizar os ativos da empresa pública, mas também abrir os cais da Transtejo para serviços turísticos privados, aumentando assim a oferta para os passageiros.

Rui Rei sublinhou a importância de diversificar as fontes de receita da Transtejo, afirmando que a empresa tem a responsabilidade de aliviar o Estado do compromisso financeiro contínuo. “Temos condições para gerar receitas que suportam o serviço público”, afirmou, enfatizando que os terminais devem ser utilizados tanto para serviços públicos como privados.

A Transtejo tem vindo a modernizar a sua frota, com a introdução de navios elétricos que operam em várias rotas, incluindo a ligação entre Lisboa e Seixal. Em novembro, a empresa adicionou novos navios ao serviço em Cacilhas, que em breve será totalmente elétrico. O novo terminal de Cacilhas, previsto para ser inaugurado em abril, será um ponto de ligação entre o transporte fluvial e outros meios de transporte, como o metropolitano e autocarros.

Os cacilheiros, que são uma imagem de marca da Transtejo, poderão ser utilizados em passeios turísticos, semelhante ao que já acontece com os elétricos e comboios históricos em Lisboa. Esta iniciativa visa não só aumentar a oferta de transporte, mas também proporcionar uma experiência turística única aos visitantes.

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Além disso, Rui Rei mencionou a necessidade de investimento contínuo para garantir a operação elétrica em Montijo, um projeto que ainda enfrenta desafios. O presidente da TTSL fez um apelo ao secretário de Estado do Tesouro e das Finanças para que o Estado continue a apoiar a modernização da frota.

A Transtejo, que este ano celebra 50 anos desde a nacionalização de várias empresas de transporte fluvial, tem enfrentado críticas em relação à sua operação, especialmente no que diz respeito à fiabilidade do serviço. No entanto, Rui Rei assegurou que as supressões de serviço foram drasticamente reduzidas e que a empresa está a trabalhar para melhorar a experiência dos passageiros.

A companhia transportou, no último ano, cerca de 21 milhões de passageiros, com a ligação Lisboa-Barreiro a representar a maior parte deste volume. Com a introdução de novas rotas e a modernização da frota, a Transtejo espera não só aumentar o número de passageiros, mas também melhorar a qualidade do serviço prestado.

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Fonte: ECO

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