Donald Trump discursou esta quarta-feira no Fórum Económico Mundial em Davos, onde abordou vários temas, mas a Gronelândia foi o foco central da sua intervenção. O ex-presidente dos Estados Unidos afirmou que o país deseja adquirir a ilha, descrevendo-a como um “pedaço de gelo para proteger o mundo”. Trump insistiu que nunca pediu nada, mas deixou claro que espera uma resposta positiva: “Têm uma escolha, ou nos dizem sim e ficamos agradecidos ou dizem não e nós não nos esqueceremos.”
Durante o seu discurso, Trump não poupou críticas à NATO e à União Europeia, apesar de os Estados Unidos serem membros da primeira. Ele acusou os europeus de estarem a sofrer de uma “decadência económica e moral”, que atribuiu ao que chamou de “embuste das energias verdes” e à “imigração descontrolada”. Para Trump, os aliados da NATO são ingratos, afirmando que os Estados Unidos têm sido os principais responsáveis pela defesa da aliança, mas que não recebem o reconhecimento devido.
“Suportámos a NATO durante décadas, ninguém pagava nada, e nunca ganhámos nada com isso. Agora só pedimos uma coisa, tudo o que queremos é uma coisa chamada Gronelândia”, afirmou Trump, sublinhando que a compra da ilha é uma solução normal e necessária. Quando questionado sobre a possibilidade de recorrer à força, Trump garantiu que não o faria, provocando risadas na plateia ao afirmar que se ouviu um suspiro de alívio.
O ex-presidente também fez referência ao passado, sugerindo que a Gronelândia já foi dos Estados Unidos e que o país cometeu um erro ao “devolver o território” à Dinamarca após a Segunda Guerra Mundial. “Quão estúpidos fomos, e quão ingratos eles foram”, lamentou.
Além da Gronelândia, Trump destacou o que considera ser o “milagre económico dos Estados Unidos”, comparando-o com a situação da Europa, que, segundo ele, “está irreconhecível”. O discurso, que se alongou mais do que o previsto, também incluiu críticas a aliados e uma mensagem especial ao Canadá, onde lembrou que “sem nós, a maioria dos países não existe”.
Sobre a Ucrânia, Trump afirmou que não é um problema dos Estados Unidos, referindo que há um “grande e lindo oceano” entre os dois países. No final, deixou uma mensagem de otimismo: “Os Estados Unidos estão de volta, maiores e mais fortes do que nunca.”
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Gronelândia Nota: análise relacionada com Gronelândia.
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Fonte: ECO





