A recente valorização dos mercados emergentes tem atraído a atenção dos investidores, especialmente após uma série de resultados positivos. Na passada sexta-feira, o índice MSCI dos Mercados Emergentes registou a sua quinta semana consecutiva de ganhos, a mais longa sequência de vitórias desde maio. Este índice acumulou uma valorização de 7% este ano, em contraste com o crescimento de apenas 1% do S&P 500.
O impulso nos mercados emergentes é, em parte, sustentado pelo desempenho das ações tecnológicas asiáticas, que têm mostrado resiliência e atraído capital. A confiança dos investidores foi ainda reforçada pela decisão do banco central da China, que fixou a taxa de referência diária do yuan acima do patamar de 7 por dólar pela primeira vez em mais de dois anos. Esta medida sinaliza uma maior tolerância por parte das autoridades chinesas em relação à valorização da moeda, o que pode ter um impacto positivo nos mercados emergentes.
Os mercados emergentes estão a beneficiar de um ambiente de risco mais favorável, à medida que os investidores reavaliam as suas estratégias em resposta à instabilidade nos ativos dos EUA. A crescente aposta em mercados emergentes reflete uma mudança de foco, à medida que os investidores procuram diversificar as suas carteiras e explorar oportunidades fora do mercado norte-americano.
Além disso, a tendência de “quiet quitting” nos ativos dos EUA, caracterizada pela redução do investimento em ações e títulos norte-americanos, está a impulsionar uma maior procura por alternativas, como os mercados emergentes e o ouro. Esta mudança de comportamento pode ser vista como uma resposta à incerteza económica e às preocupações com a inflação.
Os mercados emergentes, com o seu potencial de crescimento e rendimentos superiores, estão a tornar-se cada vez mais atractivos para os investidores que procuram maximizar os seus retornos. À medida que a situação económica global evolui, é provável que continuemos a ver um aumento de interesse por estas regiões.
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Fonte: Yahoo Finance





