O Benfica voltou a figurar entre os 20 clubes com maiores receitas do mundo, segundo o relatório da Deloitte Football Money League 2026. O clube português ocupa o 19.º lugar, com um total de 283 milhões de euros em receitas, num ano em que o futebol europeu atingiu um recorde histórico de faturação.
Este relatório, que abrange a época 2024/25, revela que os 20 clubes mais ricos do mundo ultrapassaram pela primeira vez a marca de 12,4 mil milhões de euros em receitas. Este crescimento é impulsionado, principalmente, pelo aumento das receitas comerciais e pela exploração intensiva dos estádios. O Real Madrid lidera a lista, com quase 1,2 mil milhões de euros, um valor que, por si só, colocaria o clube espanhol entre os dez maiores do mundo apenas com receitas comerciais.
O Benfica, como único representante português no top 20, regressa a este prestigiado ranking após quase duas décadas de ausência. A participação no Mundial de Clubes da FIFA e o aumento das receitas provenientes de competições internacionais foram fatores determinantes para este feito. No entanto, os números evidenciam a grande distância que ainda separa o clube da Luz dos gigantes financeiros do futebol europeu. O Benfica fatura menos de um quarto do que o líder do ranking, o Real Madrid, e está mais próximo dos clubes do segundo pelotão europeu do que da elite.
A análise da Deloitte destaca que os clubes no topo da tabela estão cada vez menos dependentes do desempenho desportivo a curto prazo. Estes clubes estão a apostar em modelos de negócio que se centram na marca, no retalho global, em eventos fora dos dias de jogo e em novas experiências nos estádios. Por outro lado, os clubes de ligas periféricas, como a portuguesa, continuam a depender fortemente das receitas das competições europeias para garantir a sua sustentabilidade financeira. O acesso regular à Liga dos Campeões torna-se, assim, cada vez mais crucial para o modelo de negócios de clubes como o Benfica.
Este relatório confirma a tendência de concentração económica no futebol europeu. Enquanto o Real Madrid já gera receitas comerciais que, isoladamente, o colocariam entre os dez maiores do mundo, o Benfica continua a depender mais das receitas de transmissão e das competições europeias. A diferença de escala é evidente e reflete a realidade do futebol português, que enfrenta limites de crescimento face a gigantes como o Real Madrid.
O Benfica, ao regressar ao top 20 mundial pela primeira vez desde a época 2005/06, reafirma a sua posição no panorama do futebol global. Contudo, a análise da Deloitte sublinha a necessidade de uma evolução no modelo de negócio do clube, que ainda está condicionado pelo desempenho desportivo anual.
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Fonte: ECO





