Carlos Moedas, presidente da Câmara Municipal de Lisboa e membro do PSD, anunciou o seu apoio a António José Seguro, ex-secretário-geral do PS, para a segunda volta das eleições presidenciais. Em declarações ao semanário Expresso, Moedas afirmou: “sem entusiasmo, votarei em António José Seguro”. Esta declaração reflete a sua posição cautelosa, mas também a necessidade de unir a direita em Portugal.
Moedas sublinhou que acredita que Seguro tem a capacidade de não dividir, mas que deverá respeitar a maioria social de centro-direita que se faz sentir no país. O autarca da capital destacou a importância da coesão entre as forças políticas que se identificam com o centro-direita, especialmente num momento em que a polarização política é evidente.
Assunção Cristas, ex-líder do CDS-PP, também expressou a sua intenção de votar em António José Seguro. Num artigo de opinião publicado no mesmo jornal, Cristas defendeu que “é tempo de unir a direita humanista, moderada, tolerante e democrática no único voto possível”. A antiga presidente democrata-cristã afirmou que, na primeira volta, votou em Luís Marques Mendes, que contava com o apoio do PSD e do CDS-PP.
Cristas lamentou que, tal como mais de dois milhões de portugueses, não teve um “candidato natural” na primeira volta e optou por apoiar Seguro, com quem não tem “qualquer relação geracional ou de amizade”. Este apoio de figuras da direita moderada a António José Seguro pode ser visto como uma tentativa de consolidar uma base de apoio mais ampla para as eleições.
Na primeira volta das eleições, realizada recentemente, António José Seguro e André Ventura foram os candidatos mais votados, com 31% e 23% dos votos, respetivamente. Seguro, que agora conta com o apoio do PS, Livre, PCP e BE, terá de enfrentar Ventura, líder do Chega, na segunda volta marcada para 8 de fevereiro.
Cotrim Figueiredo, apoiado pela Iniciativa Liberal, ficou em terceiro lugar com 16%, seguido de Gouveia e Melo com 12% e Marques Mendes com 11%. À esquerda, os resultados foram modestos, com Catarina Martins (BE) a obter 2% e António Filipe (PCP) 1,6%.
A dinâmica das eleições presidenciais em Portugal está a gerar um intenso debate sobre a necessidade de união entre as diferentes facções da direita. O apoio de Carlos Moedas e Assunção Cristas a António José Seguro pode ser um passo importante para a construção de uma alternativa viável nas próximas eleições.
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Fonte: Sapo





