A Danone, uma das maiores empresas alimentares do mundo, anunciou que irá alargar a recolha de lotes de leite em pó infantil a novos mercados. Esta decisão surge na sequência do bloqueio das vendas do produto em Singapura, que ocorreu há apenas dois dias. De acordo com um comunicado da empresa, a medida visa cumprir as recomendações mais recentes de várias autoridades, sendo que a recolha abrangerá um número muito limitado de lotes específicos.
Fontes próximas do caso indicam que a Irlanda tem sido um dos países com um aumento significativo de recomendações relacionadas com a segurança do leite em pó infantil. Recentemente, outros lotes de leite em pó infantil, incluindo marcas como Nestlé e Lactalis, também foram recolhidos devido à possível presença de cereulida, uma toxina produzida por determinadas bactérias.
A Danone sublinha que está a aplicar o princípio da máxima precaução, em resposta a estas novas orientações regulamentares. A empresa garantiu que os controlos de rotina e as análises adicionais realizadas confirmam que os produtos da marca são seguros e cumprem todas as normas de segurança alimentar. A Danone reafirma a sua confiança na segurança e qualidade do leite em pó infantil, assegurando aos pais e profissionais de saúde que podem continuar a utilizar os seus produtos sem receios.
Além disso, a empresa incentivou os pais a entrarem em contacto com o seu serviço de apoio ao consumidor caso tenham dúvidas ou preocupações sobre o leite em pó infantil. A situação é particularmente sensível em França, onde foram abertas investigações criminais em Bordéus e Angers, após a morte de dois bebés que consumiram leite em pó infantil da Nestlé, que foi recolhido devido a uma possível contaminação por Bacillus Cereus. Apesar das investigações, as autoridades ainda não estabeleceram uma relação causal entre os produtos e as mortes.
A Danone continua a monitorizar a situação de perto e a colaborar com as autoridades para garantir a segurança dos seus produtos. A empresa reafirma o seu compromisso com a qualidade e segurança alimentar, fundamentais para a confiança dos consumidores.
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Fonte: ECO





