Google processada por grupos de media dos EUA por práticas publicitárias

A Google enfrenta um processo judicial movido por cinco grupos de media dos Estados Unidos, incluindo publicações renomadas como a Rolling Stone e o The Atlantic. As queixas centram-se em práticas de publicidade digital que os autores consideram “enganosas e manipuladoras”, as quais teriam limitado significativamente o potencial de receitas das editoras.

Este desenvolvimento surge na sequência de uma ação anterior do Departamento de Justiça dos EUA, que já havia processado a Google por violar as regras de concorrência, acusando-a de monopolizar o mercado da publicidade digital. A gigante tecnológica recorreu desse veredicto, conforme reportado pela BBC.

Os grupos de media alegam que a Google abusou da sua posição dominante em servidores e plataformas de anúncios, forçando as editoras a integrar-se no seu ecossistema. Esta prática, segundo os autores, sufocou a concorrência e resultou na redução dos preços online, prejudicando as receitas das publicações.

Um porta-voz da Google defendeu-se, afirmando que “estas alegações não têm mérito”. Segundo ele, os anunciantes e editores têm à sua disposição várias opções e, quando optam pelas ferramentas de tecnologia de anúncios da Google, é porque estas são eficazes, acessíveis e fáceis de usar.

Os cinco grupos de media envolvidos no processo incluem a Penske Media Corporation, que detém títulos como a Variety e a Rolling Stone, a Advance Publications, que é proprietária da Condé Nast, responsável por marcas como a GQ, Vogue e The New Yorker, a Vox Media, que publica a Vox e o The Verge, a McClatchy, que possui 30 jornais locais, e, finalmente, o The Atlantic.

Até 2019, os editores tentaram equilibrar a balança, fixando preços mínimos mais altos para os anúncios vendidos pela Google, de forma a contrariar a sua vantagem competitiva. No entanto, em 2019, a Google implementou preços unificados, o que resultou numa diminuição das receitas para os editores. Recentemente, em dezembro de 2025, no âmbito do processo por práticas anticoncorrenciais, a empresa reverteu essa medida, permitindo novamente a definição de preços diferenciados nos seus produtos.

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Leia também: O impacto da publicidade digital nas receitas das editoras.

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Fonte: ECO

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