A Iniciativa Liberal (IL) solicitou no Parlamento a audição do ministro da Economia e Coesão Territorial, Manuel Castro Almeida, após o anúncio de um novo programa de apoios à restauração. Durante um evento promovido pela Antena 1 e pelo Jornal de Negócios, o governante revelou que as empresas do setor poderão beneficiar de apoios que podem chegar até 60 mil euros, sendo que 30% desse valor poderá ser a fundo perdido.
Para a IL, este programa representa mais uma intervenção do Estado na economia, que considera descabida. O partido argumenta que todos os contribuintes estarão a financiar um setor que, segundo eles, tem demonstrado um crescimento contínuo ao longo dos anos. “O turismo tem um peso significativo na restauração, e este setor tem crescido de forma consistente”, referiu um representante da IL.
No requerimento enviado ao deputado Pedro Coimbra, presidente da Comissão de Economia e Coesão Territorial, a IL destacou que o ministro anunciou um apoio ao investimento na área da restauração, mas com condições. Castro Almeida esclareceu que, embora a ajuda possa atingir 60 mil euros, 70% desse montante será reembolsável, e apenas 30% poderá ser considerado a fundo perdido, caso as empresas atinjam determinados resultados.
Os liberais sublinham que o mercado deve funcionar de forma natural, sem a interferência do Estado. “O Estado não deve forçar a procura e a oferta, pois isso distorce o valor económico e financeiro do país”, afirmaram. A IL também mencionou que a restauração teve um crescimento de 5,2% em 2024, reforçando a ideia de que o setor está em expansão e não necessita de subsídios.
A Iniciativa Liberal defende que é crucial entender as razões por trás deste “pacote de apoio” a um setor que, segundo eles, está a prosperar. “Precisamos de discutir se este apoio é realmente necessário ou se estamos apenas a criar distorções no mercado”, concluiu um dos membros do partido.
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Fonte: ECO





