A primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, manifestou a sua intenção de nomear Donald Trump para o Prémio Nobel da Paz, caso o ex-presidente dos Estados Unidos consiga estabelecer uma “paz justa e duradoura na Ucrânia”. Durante uma conferência de imprensa em Roma, Meloni expressou a sua convicção de que, se Trump fizer a diferença na resolução do conflito ucraniano, ele deverá ser considerado para o prestigiado prémio.
As declarações de Meloni surgiram após uma cimeira intergovernamental entre Itália e Alemanha, onde foram assinados acordos bilaterais focados em segurança e defesa. A primeira-ministra sublinhou a importância de uma abordagem colaborativa para a estabilização do Médio Oriente, embora tenha destacado que a Itália não se juntará ao “Conselho da Paz” proposto por Trump, que visa supervisionar o cessar-fogo em Gaza e a reconstrução da região.
Trump, que frequentemente expressa descontentamento por não ter recebido o Nobel da Paz no ano anterior, lançou recentemente o seu “Conselho da Paz”, que se destina a abordar conflitos globais. O último Nobel da Paz foi atribuído à líder da oposição venezuelana, Maria Corina Machado, que dedicou o prémio a Trump, entregando-lhe a medalha na semana passada.
Durante a conferência, Meloni e o chanceler alemão, Friedrich Merz, discutiram as dificuldades que as estruturas de governação propostas por Washington podem apresentar para os quadros jurídicos da Itália e da Alemanha. Merz expressou a sua disposição para participar no Conselho de Paz, mas apenas se houver uma revisão das atuais propostas. Meloni, por sua vez, mencionou que a Itália enfrenta “problemas constitucionais” com a estrutura do Conselho e pediu a Trump que considere uma abordagem mais inclusiva para os países europeus.
Apesar das objeções, Meloni reiterou a importância da participação europeia para garantir uma trégua que seja “complexa e frágil”, e que, a longo prazo, possa levar a uma solução baseada na criação de dois Estados no Médio Oriente. A líder italiana acredita que a presença de países como a Itália e a Alemanha pode ser crucial para alcançar esse objetivo.
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Fonte: ECO





