A inovação dos veículos autónomos está a dar passos significativos em Portugal. O ministro das Infraestruturas e Habitação, Miguel Pinto Luz, anunciou que o governo irá estabelecer regras para a realização de testes em via pública de sistemas automáticos de condução. Estes testes abrangerão todos os níveis de automação, com o intuito de garantir a segurança de condutores, peões e operadores.
“Criámos estes ‘test beds’ [zonas de testes] para podermos, em contexto real, nas cidades, testar veículos autónomos”, afirmou Pinto Luz. Esta iniciativa inclui não apenas veículos de passageiros, mas também veículos individuais e de mercadorias.
O ministro destacou que o Estado já utiliza veículos com guiamento automático, como é o caso do metro do Mondego, que já se encontra em funcionamento. Esta evolução, segundo ele, deve ser cuidadosamente preparada para evitar problemas futuros.
Os pedidos para a realização de testes com veículos autónomos deverão ser submetidos ao Instituto de Mobilidade e dos Transportes Terrestres, que fará a validação técnica. Além disso, as autarquias terão de emitir pareceres sobre os percursos e horários em áreas urbanas, enquanto os gestores de rodovia se encarregarão dos testes em outros contextos.
Outra medida anunciada foi a obrigatoriedade do uso de tacógrafos em veículos pesados de transporte de passageiros e mercadorias, especialmente em percursos inferiores a 50 quilómetros, o que visa aumentar a segurança nas estradas.
Na mesma reunião do Conselho de Ministros, foi aprovada a criação de um novo regime que permite a aprendizagem da condução com um tutor, como alternativa às aulas práticas nas escolas de condução. Miguel Pinto Luz explicou que este regime assegura “todas as dimensões de segurança rodoviária” e não compromete “o papel absolutamente essencial das escolas de condução e do exame final”.
Este novo modelo de formação destina-se a alunos com mais de 18 anos que queiram obter a carta de condução da categoria B, que abrange veículos ligeiros até 3.500 quilos e nove lugares. Apesar da possibilidade de aprender a conduzir com um tutor, as escolas de condução terão a opção de avaliar se são necessárias aulas complementares para garantir a formação adequada.
O governo também pretende que o reconhecimento das cartas de condução de estrangeiros tenha a mesma duração que o período de autorização de residência, facilitando assim a integração de cidadãos estrangeiros no mercado de trabalho.
A introdução de veículos autónomos e a flexibilização da aprendizagem da condução representam um avanço significativo para a mobilidade em Portugal. Leia também: O futuro da mobilidade em Portugal.
veículos autónomos Nota: análise relacionada com veículos autónomos.
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Fonte: Sapo





