A Iniciativa Liberal convocou o ministro da Economia, Castro Almeida, para prestar esclarecimentos no Parlamento sobre a recente decisão de conceder apoios à restauração, no valor de 60 mil euros, dos quais 30% serão perdoados. Os deputados do partido consideram que esta medida é um exemplo claro da intervenção excessiva do Estado na economia.
Os liberais argumentam que o financiamento, que será suportado por todos os contribuintes, não se justifica num setor que tem demonstrado um crescimento consistente nos últimos anos. “O setor da restauração tem registado um aumento de 5,2% em 2024, o que levanta questões sobre a necessidade de apoios à restauração”, afirmam os deputados. Para eles, o mercado deve ser capaz de regular-se, permitindo que a oferta e a procura se encontrem naturalmente, sem a interferência de um Estado que, segundo eles, distorce o valor económico e financeiro.
No requerimento enviado ao presidente da Comissão de Economia e Coesão Territorial, Pedro Coimbra, os liberais sublinham que o país não pode permitir-se a “distorções que comprometem a economia”. A Iniciativa Liberal defende que o apoio à restauração deve ser repensado, uma vez que o setor já se encontra em recuperação e a intervenção estatal pode ser contraproducente.
O ministro da Economia, por sua vez, anunciou esta medida em entrevistas à Antena 1 e ao Jornal de Negócios, justificando-a com as dificuldades que a restauração ainda enfrenta devido às consequências da pandemia. No entanto, a Iniciativa Liberal mantém a sua posição crítica, insistindo que o apoio à restauração não é a solução adequada para um setor que, na sua visão, já se encontra em crescimento.
Leia também: A recuperação da restauração em tempos de pandemia.
apoios à restauração apoios à restauração apoios à restauração Nota: análise relacionada com apoios à restauração.
Leia também: Homem morto por agentes anti-imigração nos EUA gera indignação
Fonte: Sapo





