O Exército Popular de Libertação da China anunciou a abertura de uma investigação contra Zhang Youxia, o general de mais alta patente do país, por alegações de corrupção e por minar a autoridade do Presidente Xi Jinping. Esta ação foi detalhada num editorial do PLA Daily, o jornal oficial do Exército, que sublinha a determinação em combater a corrupção nas suas fileiras.
Zhang, de 75 anos, ocupa o cargo de primeiro vice-presidente da Comissão Militar Central (CMC), a instância máxima do Exército, e é um dos 24 membros do Politburo do Partido Comunista Chinês (PCC). O editorial critica Zhang e Liu Zhenli, chefe do Departamento do Estado-Maior Conjunto, por traírem a confiança depositada neles e por prejudicarem o sistema de responsabilidade que reside na liderança de Xi Jinping.
As acusações incluem a exacerbação de problemas políticos e de corrupção que ameaçam a autoridade do Partido sobre as Forças Armadas. O texto enfatiza que as ações de Zhang e Liu causaram danos significativos à lealdade política no Exército e à sua preparação para o combate, o que representa um impacto negativo para o Partido e para o país.
Além de expor as acusações, o editorial reafirma o objetivo das purgas militares promovidas por Xi Jinping: um Exército mais forte e puro, capaz de combater a corrupção de forma eficaz. Zhang era visto como uma figura central nos planos de modernização das Forças Armadas de Xi, sendo também um aliado próximo, dado que as suas famílias têm laços históricos desde a guerra civil que levou à fundação da República Popular da China em 1949.
Fontes anónimas citadas pelo “South China Morning Post” indicam que Zhang foi detido na última segunda-feira, acusado de não controlar colaboradores e familiares, além de não ter reportado problemas à liderança do PCC. Tanto Zhang como Liu, ambos condecorados por feitos de guerra e com experiência de combate, estiveram ausentes de um seminário do PCC presidido por Xi, o que levantou suspeitas sobre o seu estado.
Desde que Xi Jinping assumiu o poder em 2012, tem promovido purgas regulares no Exército, visando combater a corrupção e reforçar a lealdade dos comandantes militares. Durante o seu terceiro mandato, iniciado em 2022, o número de membros da CMC foi reduzido de sete para quatro, a estrutura mais enxuta desde o fim do maoísmo.
Nos últimos anos, vários líderes militares foram alvo de investigações, com um dos casos mais notórios a ser o de He Weidong, que desapareceu da cena pública antes de ser formalmente acusado de corrupção. A expulsão de He foi histórica, sendo o primeiro vice-presidente uniformizado da CMC a ser destituído durante o exercício do cargo em quase seis décadas.
A investigação a Zhang Youxia e Liu Zhenli revela a complexidade das dinâmicas de poder dentro do Exército chinês e as tensões que podem afetar a liderança de Xi Jinping. Leia também: As purgas militares na China e o impacto na política interna.
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Fonte: Sapo





