Os futuros de ações enfrentam dificuldades para encontrar uma direção clara esta segunda-feira, após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ter ameaçado a imposição de novas tarifas sobre o Canadá. Esta situação aumenta a probabilidade de que a tendência de “vender a América” ganhe força ao longo da semana.
Em resposta a estas ameaças, os futuros do ouro dispararam 2,3%, alcançando o valor histórico de 5.094 dólares por onça. Este marco é significativo, pois é a primeira vez que o ouro ultrapassa a barreira dos 5.000 dólares. A valorização do ouro reflete a crescente incerteza nos mercados financeiros, levando os investidores a procurar refúgio em ativos considerados mais seguros.
Além do ouro, os futuros da prata também registaram um aumento notável, subindo 7,2% para 109 dólares por onça. Este movimento no mercado de metais preciosos sugere que os investidores estão a reagir de forma cautelosa às tensões comerciais e à instabilidade económica.
Em contraste, o rendimento da nota do Tesouro a 10 anos caiu 3 pontos base, fixando-se em 4,21%. Esta descida no rendimento é um indicativo da procura por títulos mais seguros, uma vez que os investidores buscam proteger os seus ativos em tempos de incerteza.
A situação atual nos mercados é um reflexo das tensões comerciais que persistem entre os Estados Unidos e outros países, especialmente com o Canadá. As ameaças de tarifas adicionais podem agravar ainda mais as relações comerciais e impactar o crescimento económico.
Os analistas alertam que, se as tarifas forem realmente implementadas, poderemos assistir a uma intensificação das vendas nos mercados de ações, enquanto o ouro e outros ativos seguros poderão continuar a valorizar-se.
Leia também: O impacto das tarifas comerciais no mercado de ações.
O futuro dos mercados permanece incerto, e os investidores devem manter-se atentos às evoluções políticas e económicas que poderão influenciar os preços das commodities e a dinâmica do mercado.
Leia também: Bolsa de Lisboa inicia semana em alta com Teixeira Duarte em destaque
Fonte: Yahoo Finance





