Imigração é essencial para a produção de vinho em Portugal

Henrique Soares, presidente da Comissão Vitivinícola Regional da Península de Setúbal (CVRPS), foi o convidado mais recente do podcast “E Se Corre Bem”. Formado em engenharia agrónoma, Soares sempre teve uma ligação especial ao mundo do vinho, inspirada pelo legado do seu avô, que era armazenista de vinhos. Este desejo de trabalhar na viticultura levou-o a escolher uma carreira que, embora não tenha começado diretamente na vinha, acabou por se entrelaçar com a sua paixão.

Ao longo da sua carreira, Soares observou de perto as mudanças que a adesão de Portugal à União Europeia trouxe para o setor agrícola. Ele descreve a sua primeira década de trabalho como um período de grande crescimento, onde viveu experiências intensas que moldaram a sua visão sobre a viticultura. Após 15 anos em Lisboa, decidiu mudar-se para Setúbal em busca de uma melhor qualidade de vida e, assim, começou a sua jornada na CVRPS, que na altura contava apenas com cinco colaboradores.

Atualmente, a comissão cresceu para dez pessoas, mas o impacto da imigração na viticultura é inegável. Soares salienta que, sem a imigração, a oferta de vinho em Portugal poderia ser significativamente reduzida. “Estamos a falar de milhares de trabalhadores que ocupam posições chave na cadeia de produção”, afirma. A escassez de mão-de-obra, especialmente para trabalhos mais exigentes, tem levado muitos viticultores a recorrer a imigrantes, que desempenham um papel crucial na colheita e produção de vinho.

A importância da imigração na viticultura não se limita apenas à quantidade de mão-de-obra disponível, mas também à qualidade do produto final. Soares explica que uma região vitivinícola é um “jogo de equipa”, onde viticultores, produtores e operadores trabalham em conjunto para garantir a qualidade do vinho. “Sem viticultores, não há regiões”, diz, enfatizando que a colaboração entre todos os envolvidos é fundamental para o sucesso do setor.

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O presidente da CVRPS acredita que o futuro da viticultura em Portugal depende da valorização das uvas e da qualidade dos vinhos. “O objetivo é proteger quem produz uvas e garantir que as vinhas sejam bem tratadas”, explica. Este ciclo virtuoso é essencial para que as pequenas e médias empresas possam prosperar e que a produção de vinho continue a crescer.

Os números falam por si: desde a criação da CVRPS, o volume de comercialização e a visibilidade da região no mercado nacional triplicaram. Antes da crise de dois anos atrás, a região detinha 20% do mercado, um feito notável para uma área que não é das mais produtivas em Portugal. “É um atestado de como os vinhos de Setúbal têm corrido bem”, conclui Soares.

Leia também: O impacto da imigração na economia portuguesa.

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Fonte: ECO

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