O Sport Lisboa e Benfica (SLB) e a operadora Nos assinaram oficialmente um contrato de cessão de direitos televisivos e multimédia, no valor de 104,6 milhões de euros. Este acordo foi celebrado na segunda-feira e abrange os jogos em casa da equipa sénior de futebol no Estádio da Luz, em Lisboa, para as épocas desportivas de 2026/2027 e 2027/2028.
O comunicado, divulgado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), revela que a contrapartida financeira total ascende a 104,6 milhões de euros, incluindo também a transmissão e distribuição do canal Benfica TV. Este valor representa um aumento significativo nas receitas do clube, que estima que as receitas televisivas totais, no âmbito deste acordo, possam chegar a 114,2 milhões de euros.
O contrato com a Nos inclui ainda um montante adicional de 2,4 milhões de euros proveniente da exploração publicitária do canal Benfica TV. Além disso, a Benfica SAD mantém o direito de exploração da publicidade dinâmica no Estádio da Luz, que está avaliado em 7,2 milhões de euros para as duas épocas em questão.
A parceria entre o Benfica e a Nos remonta a 2016, quando a operadora fechou um contrato de dez anos no valor de 400 milhões de euros. Este novo acordo surge após negociações que se intensificaram nas últimas semanas, com o SLB a antecipar receitas superiores a 50 milhões de euros por ano.
Nuno Catarino, administrador financeiro da Benfica SAD, já havia indicado que o clube tinha propostas em cima da mesa para renovar o contrato, mostrando-se mais inclinado para a oferta da Nos, uma vez que um prazo de dois anos é considerado curto para uma nova marca estabelecer uma base de clientes sólida.
Este acordo representa um passo importante para o Benfica, que continua a reforçar a sua posição no mercado de direitos televisivos, essencial para a sustentabilidade financeira do clube. Leia também: O impacto dos direitos televisivos na economia do futebol português.
direitos televisivos direitos televisivos Nota: análise relacionada com direitos televisivos.
Leia também: Ações da Critical Metals Corp caem 11,3% após investimento governamental
Fonte: ECO





