As despesas com energia e telecomunicações são algumas das mais significativas para as famílias portuguesas. Por serem fixas, devem ser sempre consideradas no orçamento, pois podem representar uma fatia considerável do rendimento anual. No entanto, isso não significa que sejam inalteráveis. Com algumas mudanças simples, é possível poupar em energia e telecomunicações sem comprometer o seu estilo de vida.
Rever as contas de energia e telecomunicações é sempre uma boa ideia. Estes gastos fixos, se reduzidos, podem fazer uma grande diferença no final do ano. O mercado está em constante evolução, e novas tarifas e condições surgem frequentemente. Por isso, é importante estar atento e avaliar se existem opções mais vantajosas.
Na fatura da eletricidade, o que se paga depende do consumo de energia, da potência contratada e da tarifa escolhida. A potência contratada, por exemplo, tem um custo fixo diário, e quanto maior for, mais se paga. Por outro lado, a escolha da tarifa deve ser feita de acordo com os hábitos de consumo. Tarifas bi-horárias ou tri-horárias podem não ser sempre a melhor opção.
No que diz respeito às telecomunicações, fatores como a velocidade da internet, o número de canais de televisão e o tarifário móvel influenciam o preço a pagar.
Para poupar em energia, existem dicas clássicas que todos conhecemos, como desligar luzes quando não estão em uso ou utilizar eletrodomésticos eficientes. Contudo, é possível ir além e poupar em energia através de ajustes contratuais, como a alteração da potência ou a mudança de fornecedor.
Por exemplo, um casal que consome 190 kWh por mês e tem uma potência contratada de 5,75 kVA pode rever a sua situação. Após análise, perceberam que poderiam reduzir a potência para 3,45 kVA, resultando numa poupança de 110 euros por ano. Essa redução representa uma diminuição de 18,7% nas despesas anuais.
Além disso, ajustar o ciclo horário da tarifa pode ser uma estratégia eficaz. Para quem tem um consumo regular, a tarifa simples pode ser mais vantajosa do que a bi-horária. Um casal que alterou a sua tarifa de simples para bi-horária conseguiu uma poupança de 13 euros por ano, enquanto outro casal que fez o oposto poupou 20 euros.
Trocar de fornecedor de energia é um processo simples e rápido. Ao fazer isso, um casal que pagava 588 euros por ano conseguiu reduzir a fatura para 549 euros, poupando 39 euros anuais.
Quando se trata de telecomunicações, a mudança de operadora pode ser mais complexa, mas é igualmente importante. Avaliar as suas necessidades e comparar pacotes pode resultar em poupanças significativas. Um casal que ajustou o seu pacote de dados móveis de ilimitados para 500GB conseguiu poupar 60 euros por ano.
Ao combinar todas estas estratégias, um agregado familiar pode poupar quase 700 euros anualmente. Por exemplo, ao ajustar a potência contratada e trocar de fornecedor de energia, além de mudar de operadora de telecomunicações, as despesas totais podem cair de 1.488 euros para 815 euros por ano, o que representa uma poupança de 673 euros, ou 45%.
Estas medidas são apenas exemplos e a poupança real pode variar de acordo com cada situação. No entanto, é claro que, com um pouco de atenção e algumas mudanças, é possível poupar em energia e telecomunicações de forma significativa.
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Fonte: Doutor Finanças





