Desafios habitacionais em Portugal: 20 anos sem soluções

Os desafios da crise de habitação em Portugal são amplamente reconhecidos, mas a urgência em encontrar soluções habitacionais é cada vez mais premente. Patrícia Gonçalves Costa, secretária de Estado da Habitação, destacou que “há 20 anos que estamos parados na concretização de soluções habitacionais”. Esta afirmação foi feita durante a conferência ‘O Choque na Habitação’, organizada pelo Jornal Económico, que teve lugar no Palácio do Governador, em Lisboa.

A secretária de Estado sublinhou que o aumento acentuado dos preços e a escassez de oferta têm gerado uma pressão crescente sobre o mercado. “A situação tornou-se ainda mais visível devido a um fluxo de imigração significativo”, afirmou. Este problema não é exclusivo de Portugal, mas sim uma questão que se tem intensificado em toda a Europa, gerando preocupações sociais.

“A casa é o primeiro passo para se alcançar um equilíbrio na sociedade. Não temos habitação para jovens, enfermeiros e profissionais deslocados, e isso afeta não só as classes mais desfavorecidas, mas toda a sociedade”, acrescentou Patrícia Gonçalves Costa. Para ela, é essencial que o país enfrente dois grandes desafios: aumentar a oferta de habitação pública e melhorar a qualidade do parque habitacional existente.

A secretária enfatizou a necessidade de criar habitação pública de qualidade, que atenda às necessidades da classe média e dos jovens. “Precisamos de casas públicas com padrões adequados às realidades atuais”, disse. Para mitigar a crise, o Governo está a concentrar esforços em trazer para o mercado de arrendamento as casas atualmente devolutas. Estima-se que existam cerca de 900 mil casas desocupadas, das quais cerca de 350 mil estariam em condições de serem arrendadas.

Além disso, Patrícia Gonçalves Costa destacou a importância de aumentar a capacidade construtiva do país. Recordou que, em tempos, Portugal chegou a construir cerca de 100 mil casas por ano, enquanto atualmente esse número ronda as 16 mil. “Não podemos continuar assim. Precisamos de uma resposta em larga escala, que integre a construção e a entrega de habitação às pessoas”, concluiu.

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Fonte: Sapo

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