IRIS2 da União Europeia começará a operar em 2029

A União Europeia está a avançar com o seu sistema IRIS2, uma rede composta por 290 satélites que deverá iniciar os seus serviços de comunicação em 2029. Esta iniciativa, conforme anunciado pelo comissário da Defesa e Espaço da UE, Andrius Kubilius, durante uma visita à Finlândia, visa responder ao sistema Starlink de Elon Musk e a outras redes de internet que têm vindo a crescer rapidamente.

O sistema IRIS2 não se limita a fornecer internet de alta velocidade aos cidadãos europeus; também terá uma infraestrutura criptografada destinada a governos e agências públicas da União. Este passo é considerado crucial, especialmente num contexto geopolítico tenso, onde a invasão da Ucrânia pela Rússia e as relações complicadas com os Estados Unidos têm pressionado a Europa a fortalecer a sua presença no setor espacial.

Os críticos alertam que a União Europeia não tem feito o suficiente para acompanhar as inovações tecnológicas de outras potências económicas, e que a urgência atual é resultado de uma negligência prolongada. Kubilius, à margem da Conferência Espacial Europeia, sublinhou a necessidade de a Europa ter uma “nuvem militar soberana”, destacando que o IRIS2 poderá iniciar alguns serviços para governos já em 2028, um ano antes do previsto.

Embora o sistema IRIS2 ainda esteja a alguns anos de distância, a União Europeia já lançou o GOVSATCOM, que conecta oito satélites de cinco países para fornecer serviços iniciais de comunicação a governos e forças militares em todos os 27 Estados-membros. Esta iniciativa surge quatro anos após o início do conflito na Ucrânia, refletindo uma mudança significativa na abordagem da UE em relação à defesa e à segurança.

Kubilius afirmou que o projeto IRIS2 garante que a Europa não ficará sem serviços nos próximos três anos, mas enfatizou a necessidade de acelerar o desenvolvimento, dado que a dependência dos serviços norte-americanos é elevada. O comissário também destacou que a União Europeia está a recuperar o atraso nas capacidades de alerta antecipado de mísseis e na frequência de lançamentos de satélites, que está muito atrás da SpaceX.

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Por sua vez, a Alemanha já investiu 35 mil milhões de euros na defesa espacial e, em colaboração com a França, está a desenvolver um sistema de alerta precoce de ataques de mísseis, denominado Olho de Odin, que deverá estar operacional até ao início da próxima década.

Leia também: O impacto da tecnologia espacial na segurança europeia.

sistema IRIS2 sistema IRIS2 Nota: análise relacionada com sistema IRIS2.

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Fonte: Sapo

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