LVMH prevê queda de vendas, mas recuperação de interesse no luxo

A LVMH Moët Hennessy Louis Vuitton, líder mundial no setor do luxo, vai apresentar os seus resultados anuais de 2025, que deverão refletir uma recuperação gradual após um período prolongado de abrandamento no consumo. No entanto, os investidores estão à espera de ações mais decisivas por parte do CEO, Bernard Arnault, para reconquistar consumidores que se afastaram devido a sucessivos aumentos de preços. Esta semana, muitos acionistas pediram um plano de sucessão para o grupo.

As ações da LVMH beneficiaram em outubro com os primeiros sinais de recuperação na China, resultando numa valorização de 80 mil milhões de dólares no setor do luxo. Contudo, de acordo com a Reuters, parte desses ganhos foi perdida, com as ações da LVMH a recuarem 9% desde o início do ano, num contexto de tensões geopolíticas entre a Europa e os EUA.

Paul Moroz, gestor de carteiras da Mawer Investment Management, expressou uma esperança crescente de que o consumo de luxo possa melhorar ligeiramente, mas alertou para o risco de alguns consumidores estarem financeiramente esgotados. Duas questões permanecem em aberto: as marcas conseguirão continuar a aumentar os preços? E conseguirão desenvolver novos produtos que atraiam os consumidores?

Os analistas alertam que os crescimentos registados nos anos pós-pandemia não devem voltar. A divisão de moda e marroquinaria da LVMH, uma das mais relevantes do grupo, alcançou receitas de 42 mil milhões de euros em 2023, quase o dobro do que foi registado em 2019. No entanto, para o último trimestre de 2025, prevê-se uma queda orgânica de 0,3% nas vendas.

Para o quarto trimestre, o consenso aponta para uma descida orgânica de 0,3% nas vendas, enquanto o resultado operacional de 2025 deverá cair para 17,15 mil milhões de euros, comparado com 19,57 mil milhões no ano anterior, segundo a Visible Alpha. Apesar das quebras, espera-se que os últimos meses do ano, que correspondem à época festiva, apresentem sinais de recuperação.

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A estratégia da LVMH tem vindo a adaptar-se às novas dinâmicas do mercado. Com muitos consumidores “aspiracionais” a optarem por marcas mais acessíveis, como a Coach ou Ralph Lauren, a LVMH voltou a concentrar-se neste segmento. Com exceção da Hermès, a maioria das marcas de luxo planeia limitar os aumentos de preços a menos de 2% este ano, o que implica uma maior dependência do volume de vendas para sustentar o crescimento.

A analista Ariane Hayate, da Edmond de Rothschild, sublinhou que a concorrência das marcas chinesas, como Bosideng e Songmont, é uma realidade que a LVMH deve enfrentar. Para recuperar os clientes aspiracionais, o grupo tem investido em novos produtos, como a linha de beleza da Louis Vuitton, que inclui um batom com um preço à volta de 140 euros.

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Fonte: ECO

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