A Coreia do Sul anunciou hoje a sua intenção de cumprir o acordo comercial firmado com os Estados Unidos em novembro, mesmo após o Presidente Donald Trump ter revelado um aumento nas tarifas sobre veículos e outros produtos sul-coreanos. O governo sul-coreano pretende comunicar a Washington a sua determinação em respeitar o pacto, enquanto responde de forma calma e gradual às novas medidas tarifárias.
A declaração do gabinete presidencial surge na sequência do anúncio de Trump, feito na rede social Truth Social, onde revelou que as tarifas sobre “automóveis, madeira, produtos farmacêuticos e todos os outros produtos sujeitos a tarifas recíprocas” vão aumentar de 15% para 25%. Contudo, Trump não especificou quando estas novas tarifas entrarão em vigor.
O Ministério da Economia e das Finanças da Coreia do Sul está a analisar as intenções de Trump e a avaliar o impacto do aumento das tarifas no comércio bilateral. Embora a presidência sul-coreana tenha indicado que ainda não recebeu uma notificação oficial sobre as novas tarifas, o ministério planeia entrar em contacto com as autoridades norte-americanas para discutir o estado das negociações no parlamento e solicitar a sua colaboração para a tramitação do projeto de lei relacionado.
Este projeto, apresentado ao parlamento em novembro, visa apoiar um investimento de 350 mil milhões de dólares (cerca de 294 mil milhões de euros) da Coreia do Sul nos Estados Unidos, estabelecendo uma tarifa básica de 15% para os setores afetados. A próxima sessão de revisão de projetos de lei no parlamento sul-coreano está agendada para a próxima terça-feira.
O Ministério do Comércio sul-coreano também está a monitorizar a situação de perto, conforme reportado pela agência de notícias Yonhap. O responsável pelas negociações comerciais planeia viajar para os EUA em breve para discutir a situação com o representante comercial norte-americano, Jamieson Greer. Além disso, o ministro da Indústria, Comércio e Energia, Kim Jung-kwan, que se encontra atualmente no Canadá, também tenciona visitar os EUA para abordar o assunto com o secretário de Comércio dos EUA, Howard Lutnick.
Analistas sugerem que a decisão de Trump pode ter como objetivo acelerar a aprovação do projeto de lei antes de uma iminente decisão do Supremo Tribunal dos EUA sobre a legalidade das tarifas recíprocas. Após o anúncio, as principais fabricantes de automóveis da Coreia do Sul, como a Hyundai Motor e a Kia, registaram quedas nas suas ações, assim como empresas do setor biofarmacêutico, como a Samsung Biologics e a Celltrion, que reagiram negativamente ao aumento das tarifas.
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Fonte: Sapo





