NATO deve tornar-se mais europeia, defende chefe da diplomacia da UE

A chefe da diplomacia da União Europeia, Kaja Kallas, afirmou que a Organização do Tratado do Atlântico Norte (NATO) deve “tornar-se mais europeia” para enfrentar as crescentes ameaças à segurança e defesa. Durante um evento da Agência Europeia de Defesa, em Bruxelas, Kallas sublinhou a importância de a Europa agir de forma mais assertiva, especialmente num contexto em que os Estados Unidos estão a redirecionar a sua atenção para fora do continente europeu.

“Estamos todos cientes das questões políticas que têm limitado a cooperação, mas agora, mais do que nunca, a NATO precisa de se tornar mais europeia para manter a sua força. A Europa deve agir”, afirmou Kaja Kallas. A Alta Representante da União para os Negócios Estrangeiros e a Política de Segurança destacou que é fundamental que as iniciativas de segurança e defesa da UE sejam complementares às da NATO. Para isso, é necessário que a NATO identifique as suas necessidades e objetivos.

Kallas sublinhou que “quanto mais informações a NATO fornecer, melhor será o alinhamento com a UE”, especialmente para os 23 países que são membros de ambas as organizações. “Precisamos de sincronizar os nossos esforços com a NATO, de modo a complementarmo-nos mutuamente”, concluiu.

As declarações de Kaja Kallas surgem após o secretário-geral da NATO, Mark Rutte, ter afirmado que a Europa não conseguiria defender-se sem o apoio dos Estados Unidos. Rutte destacou que o desenvolvimento de uma Defesa autónoma na Europa exigiria um investimento de 10% do PIB de cada Estado-membro. “Se alguém acha que a União Europeia se conseguiria defender sem os Estados Unidos, está a sonhar. Precisamos uns dos outros”, afirmou durante uma audição no Parlamento Europeu.

O secretário-geral da NATO também criticou a ideia, defendida por alguns eurodeputados, de criar um pilar europeu de Defesa autónomo, considerando-a irrealista. As declarações de Kaja Kallas foram ainda mais relevantes após o Presidente dos Estados Unidos ter recuado nas ameaças tarifárias e de segurança à UE, após um acordo com Rutte sobre a Gronelândia.

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Além disso, o secretário-geral da NATO anunciou um reforço da presença da Aliança no Ártico, com o objetivo de impedir que a Rússia e a China ganhem acesso militar e económico à região. A necessidade de uma NATO mais europeia é, portanto, um tema central nas discussões sobre segurança no continente.

Leia também: A importância da cooperação na defesa europeia.

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Fonte: ECO

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