O Presidente da Colômbia, Gustavo Petro, apelou ao seu homólogo norte-americano, Donald Trump, para que reconheça a capacidade e a vontade das autoridades colombianas em cooperar no combate ao tráfico de droga. Este pedido surge na sequência da apreensão de oito toneladas de cocaína nos Açores, uma operação que, segundo Petro, foi possível graças à colaboração entre Bogotá e a Agência Anti-Droga dos Estados Unidos (DEA).
Na quarta-feira à noite, Gustavo Petro destacou a importância da cooperação internacional, afirmando que Donald Trump pode verificar a eficácia desta colaboração consultando a DEA. O Presidente colombiano sublinhou que a operação que resultou na apreensão da cocaína envolveu uma embarcação semissubmersível, que partiu da costa colombiana e foi interceptada em águas próximas ao arquipélago dos Açores.
William Rincón, diretor da Polícia Nacional da Colômbia, explicou que a operação foi realizada com sucesso devido à troca de informações entre a Polícia Nacional e a DEA, em coordenação com as autoridades portuguesas. Durante a ação, foram detidos três cidadãos colombianos e um venezuelano.
A Polícia Judiciária portuguesa confirmou que esta apreensão foi a maior de sempre no país, embora não tenha mencionado a colaboração colombiana no seu comunicado oficial. A agência também referiu a participação da Agência Nacional de Combate ao Crime do Reino Unido e da Força Conjunta Inter-agências do Sul (JIATFS), que inclui um oficial de ligação colombiano.
Gustavo Petro, que já foi alvo de acusações de tráfico de droga por parte de Donald Trump, recebeu um aviso do Presidente dos EUA para “ter cuidado”, especialmente após a captura do líder venezuelano Nicolás Maduro, numa intervenção militar norte-americana em Caracas.
A operação que resultou na apreensão da cocaína ocorreu na passada sexta-feira, 23 de janeiro, a cerca de 230 milhas náuticas dos Açores. O diretor da Unidade Nacional de Combate ao Tráfico de Estupefacientes da Polícia Judiciária, Artur Vaz, revelou que a embarcação transportava 300 fardos de cocaína, sendo que os restantes fardos foram afundados juntamente com o semissubmersível.
A operação, designada “Adamastor”, foi uma ação conjunta da Polícia Judiciária, da Marinha e da Força Aérea Portuguesa, e contou com a colaboração estreita das autoridades dos Estados Unidos e do Reino Unido, no âmbito do Centro de Análise e Operação Marítimas – Narcóticos (MAOC-N).
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Fonte: Sapo





