O presidente da Rússia, Vladimir Putin, anunciou a suspensão dos ataques a alvos de infraestrutura energética na Ucrânia por um período de 30 dias. Esta decisão surge após uma conversa telefónica com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, conforme reportado por várias agências de notícias internacionais. O Kremlin confirmou que Putin deu ordens às forças armadas russas para interromper os ataques a instalações de energia.
Apesar desta suspensão de ataques, Putin rejeitou a proposta de um cessar-fogo mais abrangente que Trump lhe teria sugerido. O líder russo expressou receios de que uma trégua pudesse ser utilizada pela Ucrânia para reforçar as suas forças armadas e reabastecer-se. De acordo com o Kremlin, Putin afirmou a Trump que a condição essencial para evitar uma escalada do conflito e avançar para uma resolução política e diplomática é a completa cessação da ajuda militar e do apoio de inteligência a Kiev.
A Casa Branca, por sua vez, declarou que ambos os líderes concordaram em iniciar imediatamente negociações sobre uma possível trégua marítima e um cessar-fogo mais amplo, no âmbito das discussões que estão a decorrer na Península Arábica. Trump, nas suas redes sociais, descreveu a conversa como “muito boa e produtiva”.
O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, manifestou inicialmente a sua disposição para apoiar a proposta dos EUA e interromper os ataques à infraestrutura energética russa. Contudo, alertou que Moscovo parece estar a tentar atrasar as negociações para um cessar-fogo, o que poderia enfraquecer a posição da Ucrânia.
Os ataques a alvos energéticos têm sido uma constante na invasão russa à Ucrânia, resultando em cortes de energia em todo o país e afetando gravemente a vida quotidiana dos cidadãos, especialmente durante o rigoroso inverno ucraniano. A suspensão de ataques pode trazer um alívio temporário, mas as tensões continuam a ser elevadas.
Além disso, os ataques ucranianos a refinarias, depósitos de petróleo e outras instalações industriais russas têm aumentado desde janeiro, resultando na paragem de cerca de 10% da capacidade de refinação da Rússia. A situação permanece volátil, e a suspensão de ataques pode ser um passo, mas não resolve as questões subjacentes do conflito.
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Fonte: Sapo





