Os trabalhadores da Autoeuropa, localizada em Palmela, conseguiram um aumento salarial significativo, com um mínimo de 100 euros, após intensas negociações. O novo acordo, que poderá ser assinado em breve, estabelece um aumento de 2,8% a partir de janeiro, seguido por um novo aumento de 2,5% em outubro, ambos com um mínimo de 50 euros. Além disso, será pago um prémio de 500 euros no mês seguinte à assinatura do acordo.
Este entendimento surge após semanas de diálogo, onde os colaboradores reivindicavam um aumento de 15%. O acordo também prevê um aumento do subsídio de refeição para cinco euros, aplicável mesmo aos trabalhadores em teletrabalho. Para além disso, os colaboradores terão direito a um prémio de assiduidade de 50 euros, válido de janeiro a junho de 2027.
Com uma vigência de 18 meses, o acordo inclui um prémio de 500 euros, que servirá como complemento ao aumento salarial. Os trabalhadores também conseguiram uma majoração de até 150% no Prémio de Objetivos para 2026 e 2027. A partir de junho, será implementado um novo modelo de turnos, sujeito à aprovação dos trabalhadores, que será decidida através de um referendo até março.
O acordo garante ainda dias de não produção em datas específicas, como a segunda-feira após o Domingo de Páscoa, e oferece aos trabalhadores a possibilidade de marcar um dia de descanso no seu aniversário, independentemente do absentismo da equipa.
Em caso de lay-off, a Autoeuropa compromete-se a pagar 100% do salário base e subsídios de turno. Este ponto é crucial, uma vez que a empresa planeia paragens de produção para manutenção e reestruturação da fábrica. No pré-acordo, ficou estipulado que a empresa assegurará 28,4% do salário e subsídio de turno dos trabalhadores em lay-off, enquanto os restantes 25% serão compensados através de downdays, que também serão pagos pela Autoeuropa.
Adicionalmente, o acordo inclui melhorias nos seguros de saúde, como um plafond para doenças graves e um aumento do plafond para partos, que passa a ser de 700 euros. Durante a vigência do acordo, não haverá aumentos nas franquias nem reduções nos plafonds. A empresa também passará a contribuir com até 4% do salário ‘pensionável’ para o fundo de pensões, e os downdays positivos poderão ser canalizados para este fundo.
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Fonte: ECO





