Campanha presidencial: apoios a Seguro e críticas a Ventura

No segundo dia da campanha para a segunda volta das eleições presidenciais, a atividade dos candidatos foi afetada pela depressão Kristin, que trouxe mau tempo ao Centro do país. António José Seguro, que recentemente recebeu o apoio de Rui Rio, decidiu não abordar o tema durante a sua campanha. Em contrapartida, André Ventura, candidato apoiado pelo Chega, utilizou a situação para se posicionar como defensor das pessoas, apelando a que todos os políticos com responsabilidade se unam para ajudar.

Ventura visitou Leiria, uma das cidades mais afetadas, onde pediu ao Governo que “aja rapidamente e com firmeza” para garantir que os apoios cheguem a quem mais precisa. O candidato expressou a sua incredulidade face à repetição de tragédias em Portugal e questionou as falhas na resposta governamental.

Enquanto isso, António José Seguro fez um apelo aos eleitores para que votem a 8 de fevereiro, independentemente das condições meteorológicas. Durante uma visita à Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova, na Caparica, manifestou-se contra o descongelamento das propinas, uma medida que o Governo pretendia implementar.

A campanha presidencial também foi marcada por um desafio lançado por Miguel Albuquerque, presidente do Governo da Madeira, que pediu aos candidatos que se pronunciassem sobre as alterações ao subsídio social de mobilidade, uma questão que gera controvérsia entre os insulares.

Os efeitos da depressão Kristin continuam a influenciar a campanha, com os candidatos a debaterem o aproveitamento político da tragédia. Ventura criticou a falta de ação do Governo e a ausência de Marcelo Rebelo de Sousa, afirmando que é crucial que os líderes políticos estejam presentes em momentos de crise. Por outro lado, Seguro optou por não criticar diretamente o Executivo, afirmando que não pretende fazer “aproveitamento político” da situação.

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O ex-Presidente da República, António Ramalho Eanes, expressou o seu apoio a António José Seguro, destacando a importância da coesão social e da dignidade, valores que o candidato tem defendido. Eanes acredita que Seguro é um candidato que se identifica com o pensamento democrático.

Uma sondagem recente revela que 37% dos potenciais votantes de Seguro o fazem para impedir que Ventura chegue ao Palácio de Belém. Este dado mostra a polarização da campanha, onde a luta não é apenas por votos, mas também pela rejeição do adversário.

À medida que a campanha avança, espera-se que os candidatos intensifiquem a sua atividade. Seguro começará o dia em São João da Madeira e terminará em Viseu, enquanto Ventura realizará arruadas em Espinho e na Póvoa de Varzim. A expectativa é que, com a melhoria do tempo, as caravanas ganhem mais dinâmica.

Leia também: O impacto da depressão Kristin nas eleições.

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Fonte: ECO

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